Começa disputa para chefiar governo japonês

Ex-chanceler Taro Aso e ministro das Finanças anunciam candidatura

AP e Efe, Tóquio, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2014 | 00h00

O ministro das Finanças do Japão, Fukushiro Nukaga, de 63 anos, foi o primeiro a apresentar ontem sua candidatura ao cargo de primeiro-ministro, um dia após a inesperada renúncia do premiê Shinzo Abe. Depois dele, entraram na corrida pela chefia de governo o ex-secretário de gabinete Yasuo Fukuda e o secretário-geral do governista Partido Liberal Democrático (PLD), Taro Aso."Eu quero disputar", disse Aso na manhã local de hoje em Tóquio, segundo a agência Kyodo. Aliado de Abe, Aso, de 66 anos, é apontado como franco favorito. Os deputados do PLD decidiram adiar do dia 19 para o dia 23 a eleição do presidente do partido - que será nomeado primeiro-ministro pelo Parlamento - para dar mais tempo para os candidatos.Aso, que até a remodelação do gabinete feita por Abe no dia 28 era chanceler, visitou o Brasil entre os dias 19 e 22. Durante discurso na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), Aso lembrou que morou por cerca de um ano em São Paulo, em 1972, e achou que a cidade mudou muito desde então. ?MOMENTO DIFÍCIL?"Creio que é responsabilidade e dever de um político enfrentar esse momento difícil com determinação", disse Nukaga, ao anunciar sua candidatura. Ex-ministro de Defesa e Economia, Nukaga teve de renunciar em duas ocasiões por causa de escândalos, mas foi um dos políticos veteranos que Abe resgatou em agosto para remodelar seu gabinete e tentar reconquistar o apoio da população. O governo de um ano de Abe foi marcado por vários escândalos. Ele perdeu cinco ministros, entre eles um que se suicidou. Abe afirmou que decidiu renunciar por causa da recusa da oposição em aprovar uma lei ampliando a missão naval japonesa no Oceano Índico, mas funcionários disseram que problemas de saúde foram o principal motivo. Abe, de 52 anos, foi hospitalizado ontem com problemas gastrointestinais provocados por estresse e permanecerá internado por três ou quatro dias, disse seu médico.

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