Começa em Roma conferência que busca solução para crise no Líbano

Representantes de cerca de 20 países e órgãos internacionais iniciaram nesta quarta-feira, em Roma, uma reunião com o objetivo de encontrar uma saída para o conflito entre Israel e Líbano. A conferência tem a participação de uma ampla delegação libanesa de alto nível, liderada pelo chefe do governo de Beirute, Fouad Siniora. Não há representação israelense. O início dos trabalhos aconteceu em meio à condenação internacional ao ataque de Israel contra um posto dos "capacetes azuis" no sul do Líbano. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan,considerou a ação "aparentemente deliberada". Annan, que também está na reunião de Roma, disse na noite de terça-feira que ficou "comovido e profundamente desolado" pelo fato. Ele pediu aogoverno de Israel que investigue o "incidente perturbador", e exigiu "que detenha qualquer outro ataque dirigido a posições e ao pessoal da ONU". O governo israelense, por sua vez, transmitiu a Annan seu "profundo pesar" pela morte dos observadores da ONU e garantiu que obombardeio foi um engano. Antes do início da conferência, no palácio da Farnesina, sede doMinistério de Relações Exteriores, o chanceler italiano Massimo D´Alema se reuniu com a secretária de Estado americana, CondoleezzaRice. Rice chegou na noite de terça a Roma, após uma viagem pelo Oriente Médio, na qual visitou o Líbano e Israel, para examinar a possibilidade de um cessar-fogo. O primeiro-ministro libanês vai exigir hoje o fim dos ataques de Israel. Ontem, ele antecipou sua intenção de obter um cessar-fogo e uma solução global que permita liberar todo o território libanês da presença israelense. Além de analisar o processo para interromper a violência, os diplomatas vão avaliar a possibilidade de envio de uma eventual força deinterposição. Outro item na agenda é a assistência humanitária à população libanesa. Convocado pelo Grupo do Líbano (França, Reino Unido, Itália, União Européia, EUA, Egito e Banco Mundial), o encontro será presidido por D´Alema, Rice, Annan e Siniora. Outros participantes são os ministros de Relações Exteriores doReino Unido, Margaret Beckett; França, Philippe Douste-Blazy; Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; Espanha, Miguel Ángel Moratinos; Rússia, Serguei Lavrov; Canadá, Peter MacKey; Turquia, Abdullah Gul; Grécia, Dora Bakoiannis; e Chipre, Yiorgos Lillikas. Também participam os chefes da diplomacia do Egito, Jordânia e Arábia Saudita. A União Européia (UE) será representada pelo encarregado da política externa, Javier Solana; pela comissária européia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, e pelo chanceler da Finlândia, país que ocupa a presidência do bloco, Erkki Tuomioja.Al JaziraPelo menos nove soldados israelenses morreram nos combates entre milicianos do Hezbollah tropas israelenses nos arredores da cidade libanesa de Bint Jbeil, afirmou nesta quarta-feira a rede de TV Al Jazira. O correspondente da emissora no sul do Líbano, citando "fontes israelenses", afirmou que os nove militares israelenses morreram na explosão de minas que atingiram tanques e blindados israelenses nos arredores de Bint Jbeil. Até o momento, fontes militares israelenses informaram em Jerusalém que nos combates foram feridos 10 soldados, e que 50 milicianos morreram. O secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, desmentiu que Bint Jbeil, reduto da milícia xiita no sul do Líbano, tenha sido tomada pelas tropas israelenses.

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