Começa greve na Venezuela

Trabalhadores do setor petrolífero da Venezuela - vital para a economia do país - e de outras áreas iniciaram uma greve na manhã de hoje. O governo pediu que os trabalhadores fossem trabalhar, numa tentativa de evitar uma crise para o presidente Hugo Chavez. O setor de petróleo é responsável por 80% das receitas de exportação da Venezuela e por metade da renda do governo. O país é também o terceiro maior fornecedor de petróleo dos EUA. Sindicatos de trabalhadores e grupos representantes do empresariado venezuelano convocaram uma greve para hoje em solidariedade aos executivos do monopólio estatal Petroleos de Venezuela (PDVSA), que foram acusados pelo governo de serem "sabotadores" e "terroristas". A Fedepetrol - maior sindicato dos trabalhadores do setor petrolífero - se uniu à greve geral, o que poderia virtualmente paralisar a indústria de petróleo na Venezuela. A refinaria de Paranagua, da PDVSA, operava, durante a manhã, com apenas 50% da capacidade. A refinaria El Palito estava fechada e a Puerto de la Cruz operava abaixo da capacidade. O governo despediu 11 executivos da PDVSA e dispensou outros 12 desde que funcionários começaram a protestar contra a nomeação, feita ppr Chavez em 25 de fevereiro, de um novo conselho para a empresa. Os executivos da PDVSA disseram que os novos diretores não são qualificados e que a nomeação deles é um instrumento para que Chavez aumente seu controle sobre a empresa. Professores, médicos, a Igreja Católica, a maior associação de imprensa do país e vários grupos de civis apoiam a greve. Muitos jornais da Venezuela não saíram hoje.

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