Começa julgamento de acusado por ataques de 11/9

O julgamento do suspeito de conspiração terrorista Zacarias Moussaoui começou nesta segunda-feira com a escolha do júri que irá determinar se ele deverá ser condenado à morte por seu envolvimento nos ataques de 11 de setembro de 2001. O juiz Leonie Brinkema reuniu os 12 jurados e seis jurados alternativos depois de uma audiência que durou 90 minutos. Os jurados selecionados foram escolhidos entre um grupo de mais de 80 pessoas. Eles foram interrogados individualmente pelo juiz Brinkema e preencheram um questionário de 50 páginas sobre suas opiniões em relação à pena de morte, a Al-Qaeda, o FBI e sua reação ao 11 de setembro. Os advogados de defesa e a promotoria usaram manobras impeditivas, o que permite que cada lado descarte jurados por qualquer razão, exceto raça ou sexo, para que seja definida a escolha dos 18 jurados finais. O júri selecionado já foi qualificado para servir durante o processo de duas semanas. As considerações iniciais serão ouvidas na segunda-feira, assim como o depoimento da primeira testemunha. Moussaoui, de 37 anos, que reconheceu sua lealdade à Al-Qaeda e sua intenção de cometer atos terroristas, negou qualquer conhecimento anterior sobre os ataques de 11 de setembro. O julgamento irá determinar sua punição: a prisão perpétua ou a morte. Para obter a pena de morte, a promotoria deve primeiro provar a ligação direta entre Moussaoui e os ataques de 11 de setembro. Ele nega qualquer conexão, mas diz que estava sendo treinado para ataques futuros. Os promotores irão tentar ligá-lo aos ataques alegando que o FBI poderia ter impedido a ação se Moussaoui tivesse falado a verdade sobre suas ligações terroristas, quando foi preso em agosto de 2001. A defesa alega que o FBI e outras agências tinham mais informações sobre os planos dos seqüestradores antes de 11 de setembro do que Moussaoui, e ainda assim não conseguiram impedir os ataques. Os preparativos para o julgamento estão sendo feitos há anos e as vítimas dos ataques terroristas e suas família poderão observar o julgamento por um circuito fechado de televisão nos tribunais em cinco cidades, graças à legislação aprovada pelo Congresso.

Agencia Estado,

06 Março 2006 | 16h17

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