Começa julgamento de americanos presos por terrorismo no Paquistão

Todos os cinco são acusados de planejar atentados no país e podem pegar prisão perpétua

estadão.com.br

31 de março de 2010 | 08h38

LAHORE - Começa nesta quarta-feira, 31, o julgamento de cinco americanos acusados de planejar atentados terroristas no Paquistão. A audiência ocorre na cidade de Sargodha e os acusados podem pegar até prisão perpétua, segundo o canal de notícias CNN.

 

Os americanos, que ficaram conhecidos como "os cinco de Washington", já que todos viviam perto da capital dos EUA, são acusados de vários crimes relacionados ao terrorismo. Entre os processos estão conspiração criminal para cometer terrorismo e empreender guerra contra o Paquistão e seus aliados.

 

Segundo Usman Anwar, chefe da Polícia de Sargodha, há fortes evidências de que os cinco americanos planejavam ataques contra alvos específicos. O promotor da Corte Antiterrorismo local, Nadeem Akram Cheema, convocou seis das 20 testemunhas para depor nesta quarta. Os outros prestarão depoimentos quando o julgamento for retomado, no dia 17 de abril.

 

Os americanos - Ahmed Abdullah Minni, Umar Farooq, Aman Hassan Yemer, Waqar Hussain Khan e Ramy Zamzam - disseram ser inocentes. Eles alegam ter sido torturados na prisão. Todos podem pegar prisão perpétua se condenados.

 

O grupo costumava frequentar uma mesquita em Alexandria, no Estado da Virginia, até que foram dados como desaparecidos em novembro e encontrados no Paquistão. Eles foram presos em dezembro em Sargodha, cerca de 190 quilômetros ao sul de Islamabad.

 

Espera-se que a defesa se baseie no argumento de que os cinco são jovens curiosos e ansiosos para conhecer mais sobre sua religião e sua cultura. O pai de um dos acusado está em contato com representantes da embaixada americana em Lahore para os procedimentos necessários.

 

As autoridades paquistaneses os descreveram como estudantes universitários que tentavam empreender a jihad contra "infieis pelas atrocidades cometidas contra muçulmanos" em todo o mundo.

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