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Começa na Malásia campanha para as eleições de março

A campanha foi iniciada com a apresentação das candidaturas às 222 cadeiras do Parlamento

EFE

24 de fevereiro de 2008 | 06h03

Os partidos políticos da Malásia começaram neste domingo, formalmente, a campanha eleitoral para as eleições que vão acontecer no dia 8 de março sob o domínio da coalizão governante do primeiro-ministro Abdullah Ahmad Badawi. A campanha foi iniciada com a apresentação das candidaturas às 222 cadeiras do Parlamento, e às 505 correspondentes às câmaras legislativas de 12 estados da Malásia. Badawi, chefe da Organização Nacional Malaia Unida, principal força política da coalizão denominada Frente Nacional, apresentou, protegido por dezenas de policiais, sua candidatura a um das cadeiras ao Parlamento pelo estado de Penang, noroeste do país. Durante o ato, Badawi pediu a várias centenas de curiosos e seguidores a votar em sua legenda, e criticou os partidos da oposição por "sua obsessão em tentar conseguir que o povo apóie o Governo". A Frente Nacional, que governa a Malásia desde que em 1957 foi declarada a independência e que é formado por 17 partidos, obteve nas eleições de 2004 199 cadeiras do total de 219 que antes compunham o Parlamento dissolvido em meados de fevereiro do ano passado. Para estas eleições, a oposição integrada pelo Partido Pan-islâmico da Malásia (PAS), de caráter fundamentalista, o Partido de Ação Democrática que dispõe do apoio da minoria de origem chinesa, e o Partido Justicialista, vão para o pleito unidos pelo acordo de não disputar entre si as cadeiras, para não beneficiar a Frente Nacional. Abdullah Badawi, em entrevista publicada pelo jornal local "New Straits Times", advertiu os candidatos de sua coalizão que aquele que falhar na sua tentativa de conseguir a cadeira não terá lugar em seu próximo Governo. "Não fiz promessas a ninguém sobre sua reincorporação ao gabinete ou nomeação para algum cargo", declarou o primeiro-ministro. Cerca de 10,9 milhões de malaios de entre uma população de 27 milhões foram convocados para votar nestas eleições adiantadas por Abdullah, em um momento em que a popularidade de seu Governo está caindo por causa de uma nova etapa de tensão racial e da alta da inflação. O mandato de Abdullah Badawi terminaria em maio do próximo ano. Uma pesquisa de opinião realizada no final do ano passado pelo Centro de Estudos Merdeka, disse que a popularidade do primeiro-ministro tinha caído para 61%, dos 91% que tinha no final de 2004. Os analistas acham que a coalizão de Badawi ganhará as eleições sem sobressaltos, embora não descartem que perca algum apoio nas zonas do norte do país nas quais o opositor Partido Pan-islâmico da Malásia tem forte penetração.

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