Começa o diálogo com rebeldes no Sudão

O governo do Sudão começou, na Etiópia, negociações com os rebeldes negros do país, numa tentativa de pôr fim ao conflito na região de Darfur. No entanto, as negociações excluem os insurgentes árabes, que são os responsáveis por grande parte da matança e dos deslocamentos de moradores que, aparentemente, contam com o apoio do governo.A agenda do diálogo entre o governo e os dois grupos rebeldes - o Movimento Justiça e Eqüidade e o Exército de Libertação do Sudão - não está definida, disse Desmond Orkjiako, porta-voz da União Africana, que patrocina as conversações. Mas espera-se que os temas dominantes sejam o destino da população deslocada e o cessar-fogo assinado em abril e que foi amplamente ignorado, disse Orkjiako.Quase 200 mil sudaneses fugiram da região para o país vizinho, o Chade. O governo e os rebeldes examinarão "se existiu alguma transgressão" do cessar-fogo e recomendarão "qualquer ação que for necessária", explicou. As duas partes se acusam mutuamente de ter violado a trégua. Há muito tempo as tribos árabes nômades disputam com seus vizinhos, agricultores negros, os escassos recursos da região de Darfur, especialmente água e terra arável. Os rebeldes africanos acusam o governo muçulmano sudanês de proteger os árabes.

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