AP Photo/Sergei Grits
AP Photo/Sergei Grits

Começa o diálogo entre rebeldes sírios e governo no Casaquistão

Com mediação das delegações de Rússia, Irã e Turquia, rebeldes sírios e representantes de Bashar Assad negociam na capital do casaque; chanceler do país-sede espera que diálogo permita 'contribuição digna para o estabelecimento da paz'

O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2017 | 08h17

ASTANA - Os rebeldes e o governo do presidente da Síria, Bashar Assad, começaram nesta segunda-feira, 23, as conversas de paz em Astana, a capital do Casaquistão, com mediação de Rússia, aliada do governo sírio, e Turquia, que apoia a oposição.

As conversas, que começaram às 13h40 (5h40 de Brasília), 40 minutos mais tarde que o previsto, durarão dois dias, serão a portas fechadas e "indiretas" segundo disse Osama Abu Zeid, porta-voz do Exército Livre Sírio (ELS), que lidera a oposição armada nas conversas no Casaquistão.

"Tenho certeza que a reunião em Astana criará as condições necessárias para que todas as partes interessadas encontrem uma solução para a crise síria dentro do processo de Genebra sob a égide da ONU, e fará uma contribuição digna para o estabelecimento da paz e da estabilidade na Síria", afirmou na sessão inaugural o ministro das Relações Exteriores do Casaquistão, Kairat Abdrajmanov.

Abdrajmanov, que leu uma mensagem do presidente casaque, Nursultan Nazarbayev, ressaltou que a crise síria só pode ser solucionada através de negociações. Após concluir o discurso, o ministro anunciou que as duas delegações começariam o diálogo a portas fechadas, mas não deu detalhes sobre se as conversas seriam diretas ou indiretas.

Está previsto que a rodada de conversas termine às 20h (12h de Brasília). A encenação do começo das conversas aconteceu em uma sala de reuniões do hotel Rixos President Astana, situado em um centro comercial da capital casaque, onde as delegações se sentaram em torno de uma longa mesa semicircular que mantinha afastados os representantes do governo sírio e da oposição.

Além das duas delegações e de representantes de Rússia e Turquia, as conversas contam com participação do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, e do vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Árabes, Hossein Ansari, que lidera a delegação de seu país.

O governo do novo presidente americano, Donald Trump, anunciou no sábado que não enviará nenhuma delegação formal às conversas de Astana, mas que o embaixador de Washington no Casaquistão representará os EUA na conferência. / EFE

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