Começa segundo turno das eleições legislativas na França

No primeiro turno, dos 110 deputados eleitos apenas um não é da direita

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h48

Cerca de 35 milhões de franceses estão convocados neste domingo, 17, às urnas para o segundo turno das eleições legislativas. A direita espera confirmar a clara vitória obtida no primeiro turno, há uma semana atrás.Seis semanas depois da vitória do conservador Nicolas Sarkozy para a presidência, as pesquisas indicam que seu partido, a UMP, e seus aliados ampliarão a maioria absoluta que já têm na Assembléia Nacional (câmara dos deputados) desde 2002. Com isso, a direita espera concretizar seu programa de "ruptura".Já a esquerda, liderada pelo Partido Socialista (PS), pediu que quem não votou no primeiro turno vote desta vez para evitar um "tsunami azul" e um cheque em branco a Sarkozy.As seções eleitorais abriram às 8 horas locais (3 horas em Brasília) e as últimas, nas grandes cidades, fecharão 12 horas depois.Ao todo, concorrem 933 candidatos. Em 22 das 467 circunscrições eleitorais que estão em jogo, os eleitores já foram às urnas no sábado. Nos territórios franceses da América do Sul, Caribe e Polinésia, a votação é antecipada em um dia, para compensar a diferença de fuso horário.A única incógnita deste último turno é o nível de abstenção - que teve recorde de quase 40% há uma semana -, e a magnitude da vitória anunciada da direita.Primeiro turnoNo primeiro turno, a UMP e seus aliados tiveram mais de 45% dos votos, contra menos de 39% para toda a esquerda, inclusive a extrema-esquerda ausente do segundo turno.Dos 110 deputados escolhidos ou reeleitos há uma semana, todos - exceto um socialista - eram de direita. Entre eles estavam o primeiro-ministro, François Fillon, e outros seis membros de seu gabinete. Dos quatro ministros restantes que são candidatos, a vitória parece incerta para só um: o ex-primeiro-ministro, Alain Juppé.As últimas pesquisas atribuem à UMP e seus aliados entre 380 e 420 cadeiras das 577 da câmara, um pouco menos que o previsto pelas pesquisas anteriores. O PS e o resto da esquerda ocupariam entre 153 e 195 cadeiras.A leve subida dos socialistas reflete o efeito da ofensiva entre os dois turnos para mobilizar suas fileiras em torno da principal bandeira: a denúncia de um polêmico projeto fiscal do governo conservador.Tudo indica que a futura câmara será marcada por uma forte bipolarização entre UMP-PS.Os comunistas enfrentam a provável perda de sua bancada (são necessários 20 deputados para formar uma). O novo Movimento Democrata, do centrista François Bayrou, teria três ou quatro cadeiras, segundo as pesquisas.Já a ultradireitista Frente Nacional, também eliminada no primeiro turno, deve continuar fora da câmara.

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