Francisco Seco/AP Photo
Francisco Seco/AP Photo

Começa votação pela independência catalã, em meio a tensão e chuva

Portas foram abertas com poucos minutos de atraso; a guarda civil de Madrid está presente, e por enquanto não há confronto

O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2017 | 04h14

BARCELONA - Horas antes da abertura dos centros de votação para a independência catalã, que  começou oficialmente às 9h06 (4h06 no horário de Brasilia), pessoas ignoravam a chuva e faziam fila para se organizar na frente aos locais do referendo.

A movimentação pela independência acontece apesar da proibição legal de Madrid, que baseada na constituição, nega o direito do referendo. Mesmo sem reconhecer a autenticidade, o governo espanhol aconselhou que a polícia oficial evitasse qualquer tipo de agressão física. 

Líderes catalães esperam 5,3 milhões de eleitores, e durante o sábado, escolas e locais de votação foram ocupados por cidadãos que queriam garantir a ocorrência das votações neste domingo, 1º. 

Raül Romeva, membro do governo catalão e um dos líderes separatistas, garantiu que todos os interessados poderão votar. "Desenvolvemos um sistema que possibilita o voto a partir de qualquer centro de votaçao", disse, depois de denunciar os esforços dos não-separatistas para derrubar o sistema online, o que estaria atrapalhando as votações. 

Para o jornalista Paco Sánchez, que escreve em um jornal da região da Galícia, outra região espanhola, os militantes separatistas saem ganhando neste domingo: seja se conseguirem fazer o referendo acontecer, seja porque, se isso não ocorrer, ficará escancarada a falta de democracia espanhola.

 O presidente catalão, o separatista Carles Puigdemont,  pediu uma mediação para solucionar o conflito que opõe a região separatista e Madri. "Devemos expressar uma vontade clara de que haja uma mediação em qualquer um dos cenários", declarou Puigdemont na cidade de Girona, de onde foi prefeito entre 2011 e 2016, quando chegou à presidência da região. "Qualquer que seja o cenário, quer vença o 'sim' ou o 'não', deve haver uma mediação, porque as coisas não estão funcionando, sejamos sinceros.”

Dirigentes catalães pedem um plebiscito sobre a independência da região desde 2012/Com as agências de notícias

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