Começam as eleições legislativas na Bélgica

Eleitor deve emitir 2 votos, um para os deputados e outro para os senadores

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h48

Os colégios eleitorais foram abertos neste domingo às 8 horas (3 horas de Brasília) na Bélgica para as eleições legislativas. Estão convocados para o pleito mais de 7,5 milhões de cidadãos com mais de 18 anos. A votação acontecerá até as 13 horas (8 horas de Brasília) nos 146 distritos eleitorais onde ainda se vota de maneira tradicional, e até as 15 horas (10h de Brasília) nos 62 restantes nos quais os eleitores utilizarão urnas eletrônicas. Os resultados serão divulgados pelo Ministério do Interior e os primeiros dados previsivelmente serão conhecidos a partir das 17 horas (12 horas de Brasília), sem que haja pesquisas de boca-de-urna. Os eleitores devem emitir dois votos, um para os 150 membros da Câmara dos Deputados e outro para os 40 senadores escolhidos diretamente. Todos os cidadãos maiores de 18 anos e inscritos no censo belga estão obrigados legalmente a votar sob pena de multa, como estabelece a Constituição do país. A Bélgica conta com uma complicada estrutura federal composta de três regiões (Flandres, Valônia e Bruxelas-Capital) e três comunidades lingüísticas (flamenga, francófona e germanófona), cada uma com suas próprias concorrências. No sistema eleitoral belga, cada região vota em seus partidos, salvo na região-capital de Bruxelas (bilíngüe), onde os eleitores podem escolher entre listas flamengas ou francófonas. As principais famílias políticas - democratas-cristãos, socialistas, liberais e ecologistas - possuem ramificações em ambas as partes do país, mas que são partidos independentes. Pesquisas As últimas pesquisas previram o final da atual coalizão governamental de liberais e socialistas e a volta ao primeiro plano dos democratas-cristãos na política belga, após oito anos na oposição. Apesar de a união entre liberais e socialistas provavelmente não arrecadar votos suficientes para continuar governando sozinha, ela poderá voltar a fazer parte do novo Governo, embora seja com um terceiro parceiro. A grande quantidade de partidos que se apresentam às eleições fez com que seja virtualmente impossível que uma só legenda alcance uma maioria absoluta, o que forçará as coligações. Por isso, o fato de um partido ou uma família política receber o maior número dos votos não implica automaticamente que possa governar ou que seu candidato ocupará o cargo de primeiro-ministro. Tudo depende do resultado das negociações para a formação de um governo, nas quais vários partidos podem se unir para formar uma coalizão com a maioria suficiente para governar confortavelmente.

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