AFP/ Don Emmert
AFP/ Don Emmert

Voos para os EUA terão maior controle

Companhias aéreas brasileiras adotam medidas, mas dizem que elas não afetaram o tempo de embarque

O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2017 | 17h31
Atualizado 26 Outubro 2017 | 22h08

WASHINGTON - Passageiros que viajam para os EUA passaram nesta quinta-feira, 26, a enfrentar uma checagem prévia extra de segurança para todos os voos. Será preciso responder às companhias aéreas questionários sobre bagagem e viagens anteriores. Segundo os EUA, a regra se aplica a todos os 2,1 mil voos do exterior que chegam ao território americano diariamente. 

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Os novos questionários foram implementados quatro meses depois de o governo do presidente Donald Trump ter desistido de proibir a entrada de notebooks em voos provenientes de dez cidades do Oriente Médio. 

As companhias aéreas brasileiras adotaram as medidas, mas dizem que elas não afetaram o tempo de embarque. A Latam disse que “como parte das alterações, os passageiros e suas bagagens de mão podem estar sujeitos a inspeções de segurança adicionais durante o embarque”. A Azul e a Avianca Brasil não deram detalhes sobre as mudanças. Segundo a assessoria de imprensa do Aeroporto Internacional de Guarulhos, não houve alteração no tempo de embarque. 

No Aeroporto Internacional de Dubai, o mais movimentado do mundo, a companhia Emirates começou a questionar os passageiros e a verificar até suas bagagens de mão. Na China, a companhia aérea Xiamen confirmou ter recebido uma solicitação com novas regras de segurança do governo americano e disse que acataria algumas, mas que não entrevistaria todos os passageiros. 

Na Coreia do Sul, o Ministério dos Transportes informou ter concordado com as novas regras. Outros países asiáticos, como Cingapura, e o território de Hong Kong também aderiram às novas regras. Na Europa, a Air France-KLM e a Luthansa aplicarão os questionários, assim como as principais empresas americanas, como a Delta e a American Airlines. “É um pouco inconveniente. Só queria entrar logo”, disse o passageiro Gavin Lai, em Hong Kong. “Não quero que me interroguem desse jeito.” / AP, Com Rodrigo Turrer

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