Comissão afegã investiga vala comum de talebans

A Comissão de Direitos Humanos do Afeganistão, com sua escassa capacidade financeira, tenta cercar a área onde, supostamente, foram enterrados centenas de talebans, que teriam morrido sufocados em contêineres metálicos no ano passado, disse nesta terça-feira a presidente do órgão. "Esta comissão, honestamente, não está em condições de fazer o que é necessário", afirmou Sima Samar, referindo-se ao organismo independente criado há três meses. Ela acrescentou que pedirá a terceiros para iniciar de imediato investigações sobre o caso. A missão da ONU e o governo afegão não fizeram comentários sobre a notícia da morte de centenas de prisioneiros, divulgada no domingo em um artigo da revista americana Newsweek. Um porta-voz da milícia à qual foram atribuídas as mortes disse que as valas comuns passaram a ser "um fenômeno deplorável", envolvendo todos os grupos que participaram das guerras no Afeganistão. As primeiras informações sobre as mortes surgiram no ano passado, quando os prisioneiros sobreviventes e organizações humanitárias disseram aos jornalistas que os combatentes talebans capturados na cidade de Kunduz, no norte do país, foram encerrados em contêineres metálicos sem ventilação para serem transportados por caminhão até uma prisão em Shibergan, a 320 km de distância, e que muitos deles morreram no caminho. As forças da Aliança do Norte, especialmente as do general Rashid Dostum, que colaboraram estreitamente com as forças especiais americanas, foram supostamente as responsáveis por essas mortes. A tomada de Kunduz foi um elemento-chave na vitória americana contra o Taleban.

Agencia Estado,

20 Agosto 2002 | 13h59

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