Comissão africana revela tortura e assassinato no Sudão

Milicianos acorrentaram e queimaram vivos dezenas de civis na região sudanesa de Darfur, onde milhares de pessoas morreram num conflito que já dura 17 meses, revelou uma equipe de observadores da União Africana. Os observadores supervisionam um cessar-fogo selado em abril entre o governo e os grupos rebeldes da região. Apesar da trégua, os combates prosseguem em Darfur, onde os milicianos - principalmente de tribos árabes nômades - lançaram uma campanha brutal contra agricultores negros do país africano.Ao investigar uma queixa do Exército de Libertação Sudanês, os observadores descobriram que ?todo o povoado de Ehada foi queimado e estava desabitado, exceto por uns poucos homens?. A conclusão (da comissão de cessar-fogo) é que se tratou de um ataque injustificado e não provocado de (milícias árabes) janjaweed contra a população civil. Em outro caso de atrocidade, o povoado de Suleia foi atacado em 3 de julho por milicianos supostamente pertencentes ao janjaweed. ?Os atacantes saquearam o mercado local e mataram civis, e em alguns casos acorrentaram e queimaram pessoas vivas?, segundo o informe.

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