Comissão da Câmara aprova endurecimento de sanções ao Irã

A Comissão de Relações Internacionais da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ignorou nesta quarta-feira as objeções da Casa Branca e aprovou por 37 votos a três o endurecimento das sanções americanas ao Irã. Entre outras provisões, os deputados da comissão aprovaram o corte à ajuda a qualquer país que auxilie o Irã investindo em seu setor energético ou que permita tais investimentos por parte de empresas privadas sediadas em seu território. Entretanto, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pode suspender temporariamente a validade das sanções caso julgue ser benéfico aos interesses americanos. A posição da Casa Branca foi divulgada por meio de uma carta assinada por Jeffrey Bergner, diretor de assuntos legislativos do Departamento de Estado dos EUA, ao deputado Henry Hyde, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes. Segundo Bergner, o projeto de lei "criaria tensão com países cuja ajuda é necessária para que os Estados Unidos lidem com o Irã". Além disso, o endurecimento das sanções "desviaria o foco das ações iranianas e destacaria as diferenças" entre Washington e seus aliados, considerou o funcionário da chancelaria. Acredita-se que o projeto de lei será aprovado com certa facilidade na Câmara dos Representantes dos EUA, mas o destino de seu trâmite pelo Senado ainda é incerto. A lei original, aprovada há dez anos, tem como objetivo desencorajar os investimentos no setor energéticos iranianos que ultrapassem os US$ 20 milhões. A medida aprovada pela comissão endureceria ainda mais a lei. Nas Nações Unidas, o governo Bush encontra forte resistência da China e da Rússia para aprovar uma resolução exigindo que o Irã paralise todas as atividades de enriquecimento de urânio.

Agencia Estado,

15 Março 2006 | 16h38

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