Comissão da Câmara aprova intimação a assessores de Bush

Uma comissão da Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 21, a intimação de Karl Rove e de outros assessores da Casa Branca para deporem sobre a suposta demissão por motivos políticos de oito procuradores federais. O caso é o mais novo escândalo envolvendo altos assessores da administração americana. Rove é um dos principais conselheiros políticos do presidente George W. Bush, e parece ser o elo que comprova a articulação da Casa Branca para demitir procuradores.Em voto aberto, a Subcomissão Judiciária para Leis Comercias e Administrativas decidiu forçar Rove a testemunhar publicamente sobre sua participação nas demissões. Para confirmar a intimação, o pedido precisará ser aprovado pelo plenário da Câmara.A Casa Branca, no entanto, se recusa a entrar na controvérsia, apoiando-se no argumento do secretário de Justiça dos EUA, Alberto Gonzales, que insiste que as demissões foram apropriadas. O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que o governo aceita que as comissões interroguem os assessores em sessões privadas, pois Bush quer evitar um "espetáculo da mídia". Neste caso, os membros da administração falariam sem precisar prestar juramento."A questão que eles precisam se perguntar é se estão mais interessados em proporcionar um espetáculo político ou encontrar a verdade", disse Snow.A comissão da Câmara dos Representantes aprovou, mas ainda não emitiu formalmente, a intimação para que, além de Rove, a ex-conselheira Jurídica da Casa Branca Harriet Miers e o assessor de Gonzales Kyle Sampson falem sobre o caso.O comitê recusou o pedido de Bush feito na terça-feira para que as declarações dos envolvidos no caso ficassem longe da presença da mídia, em âmbito particular."As declarações das testemunhas devem ser gravadas e sob juramento. Esta é a fórmula de confiabilidade", disse o presidente da Comissão Judiciária, Patrick Leahy.Os promotores foram demitidos em dezembro. O escândalo surgiu com a revelação de que funcionários do Departamento de Justiça e da Casa Branca planejaram em detalhes a sua saída. O Congresso abriu uma investigação e pede o comparecimento de uma série de altos funcionários para dar explicações sobre o caso.

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