Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Comissão da Câmara intimará genro e ex-secretário de Trump para depor sobre conexão russa

Além de Sessions e Kushner, serão intimados John F. Kelly e Rod J. Rosenstein; oposição eleva confronto com presidente sobre possível obstrução de Justiça

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2019 | 15h57

WASHINGTON - A Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados dos EUA aprovou nesta quinta-feira, 11, intimar dezenas de testemunhas citadas pelo relatório do promotor especial Robert S. Mueller III sobre uma possível interferência russa nas eleições de 2016. Dessa maneira, a oposição democrata procura elevar seu confronto com o presidente Donald Trump sobre episódios de possível obstrução de Justiça registrados no relatório. 

Entre os nomes proeminentes a serem intimados pelos democratas estão o ex-secretário de Justiça Jeff Sessions; seu vice que escolheu Mueller como promotor especial Rod J. Rosenstein; o ex-chefe de Gabinete da Casa Branca John F. Kelly; o genro e assessor do presidente Trump Jared Kushner; o ex-gerente de campanha de Trump Corey Lewandowski

Democratas também autorizaram a intimação de David J. Pecker que, como chefe da editora American Media, ajudou a campanha presidencial de Trump a silenciar uma atriz pornô e uma ex-modelo da Playboy, que ameaçavam revelar ter tido um caso com o republicano. 

A Comissão também aprovou um grupo separado de intimações para buscar informações sobre a prática da administração Trump de separar crianças de suas famílias na fronteira sul do país. Líderes democratas na Câmara fixaram ainda uma votação na terça-feira, no plenário, para decidir se acusam o secretário de Justiça, William P. Bar, e o secretário de Comércio, Wilbur Ross, de cometerem desrespeito com o Congresso ao se negarem a fornecer documentos relacionados aos esforços do governo para adicionar uma pergunta sobre cidadania ao censo de 2020. 

Apesar de uma rancorosa oposição republicana, os democratas que controlam a Comissão e a Casa conseguiram forçar a autorização para as intimações prometendo dar início a duas investigações de maior prioridade ligadas a Trump e à sua presidência.

A primeira delas é uma investigação sobre as tentativas de Trump de impedir que agentes federais investigassem os laços de sua campanha com a Rússia, o que constituiria obstrução de Justiça ou abuso de poder. 

Democratas também buscam informações sobre qualquer conversa sobre perdão presidencial para funcionários do Departamento de Segurança Interna envolvidos na execução de ordens de imigração do presidente, mesmo diante da possibilidade de estarem violando a lei.

Ao comentar pelo Twitter as novas intimações, Trump mandou os democratas "voltarem ao trabalho" nas questões políticas em vez tentar conseguir uma adicional "mordida na maçã" após a já concluída investigação de Mueller. / NYT  

Tudo o que sabemos sobre:
Donald TrumpRússiaRobert Mueller

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.