Comissão da ONU e Coreia do Norte discutem naufrágio de corveta de Seul

Investigação internacional concluiu que torpedo norte-coreano afundou o navio Cheonan

29 de julho de 2010 | 23h53

 

SEUL- Oficiais militares da Coreia do Norte e de uma comissão da ONU liderada pelos Estados Unidos se encontraram nesta quinta-feira, 28, (sexta pelo horário local) para uma terceira rodada de conversações sobre o naufrágio da corveta sul-coreana, atribuído a Pyongyang por uma investigação internacional comandada por Seul.

 

O porta-voz do comitê da ONU, Kim Yong-kyu, afirmou, sem dar mais detalhes, que funcionários dos dois lados estavam reunidos na cidade fronteiriça de Panmunjom, na zona desmilitarizada que divide as duas Coreias.

 

Uma equipe internacional de investigadores concluiu em maio que um submarino norte-coreano lançou um torpedo contra o navio de guerra de Seul em março, causando a morte de 46 marinheiros sul-coreanos.

 

A comissão da ONU - que supervisiona uma trégua que interrompeu em 1953 a Guerra da Coreia - propôs na semana passada uma força-tarefa conjunta para discutir as violações ao armistício.

 

A Coreia do Norte nega veementemente ter causado o naufrágio da corveta sul-coreana, e quer mandar seu próprio time de investigadores para a Seul, com o objetivo de reexaminar os resultados das investigações. A Coreia do Sul negou os pedidos da sua vizinha do norte.

 

O encontro dessa terça ocorreu dois dias depois que Washington e Seul realizaram manobras militares conjuntas na Mar do Japão para advertir Pyongyang que mais provocações não serão toleradas.

 

A Coreia do Norte, por sua vez, ameaçou responder aos jogos de guerra com sua "potente dissuasão nuclear", mas até agora não houve nenhum sinal de atividades extraordinárias norte-coreanas durante os exercícios.

 

Pyongyang acusa os EUA e a Coreia do Sul de usarem as manobras conjuntas para preparar um futuro ataque contra a Coreia do Norte. Os aliados afirmam que os exercícios militares têm caráter puramente defensivo, e que não têm intenção de invadir a Coreia do Norte.

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