Comissão de direitos humanos da Asean mantém não-ingerência

Associação delegou exclusivamente à ONU as negociações com a Junta Militar de Mianmar

Efe,

21 de novembro de 2007 | 04h46

A comissão de direitos humanos aprovada na terça-feira pela Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) trabalhará sobre o princípio de não-ingerência nos assuntos internos de seus membros, entre eles Mianmar. O documento com a postura do grupo em relação a Mianmar foi divulgado na segunda-feira. O texto defende o "respeito pela independência nacional, soberania, igualdade, integridade territorial e identidade nacional de todos os Estados da Asean". As recomendações servirão de base para a criação da comissão de direitos humanos, estipulada na terça-feira na Cúpula de chefes de Estado e do Governo da Asean. Também estabelece que a comissão deve zelar para que nenhuma nação estrangeira se intrometa nos assuntos relacionados com os direitos humanos dos países da Asean (Filipinas, Mianmar, Cingapura, Indonésia, Malásia, Brunei, Vietnã, Camboja, Laos e Tailândia). O princípio de não ingerência do grupo voltou a ser posto em prática na segunda-feira. Por proposta de Mianmar, a Asean delegou exclusivamente à ONU as negociações com a Junta Militar para a reconciliação nacional. Organizações de defesa dos direitos humanos acusaram a Asean de passividade diante da crise em Mianmar.

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