Comissão de Direitos Humanos da ONU dá lugar a novo conselho

A já muito criticada Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas teve a sua última reunião nesta segunda-feira, após 60 anos de história e com a abertura do caminho para a formação de um novo corpo de membros. O embaixador peruano Manuel Rodriguez Cuadros, líder da comissão composta por 53 nações, finalizou a lotada reunião em Genebra, enquanto alguns lamentavam a perda de um fórum que disseram ter sido injustamente rotulado de "desacreditado". A Assembléia Geral das Nações Unidas votou no início deste mês a substituição da comissão. Os Estados Unidos foram um dos quatro países que votaram contra o conselho, sob a alegação de que ainda não foi feito o bastante para prevenir que países suspeitos de violar os direitos humanos se tornem membros. No entanto, Washington informou que irá cooperar com o novo grupo. O comitê vem sendo constantemente difamado porque nos últimos anos alguns países com registro de péssima atuação junto aos direitos humanos - como o Sudão, Líbia, Zimbábue e Cuba - usaram seus membros para proteger um aos outros da condenação. A China e a Rússia estão tentando evitar que seus governos sejam avaliados. "Esta é uma oportunidade vital para que as Nações Unidas comecem a ajustar os padrões para seus esforços para os direitos humanos no futuro", disse Louise Arbour, integrante da atual comissão. Já para o embaixador americano Kevin Moley, "a boa notícia é que a comissão acabou. A má notícia é que o que irá substituí-la não é muito melhor". A comissão será substituída por 47 novos membros do Conselho de Direitos Humanos, que serão eleitos por votação no dia 9 de maio. O novo corpo se encontrará pela primeira vez em 19 de junho, em Genebra. O comitê foi inspirado e liderado por Eleanor Roosevelt, viúva do ex-presidente dos Estados Unidos Franklin D. Roosevelt, quando escreveu a Declaração dos Direitos Humanos.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 16h27

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