Comissão do Congresso aprova Petraeus para o Afeganistão

Decisão abre caminho para que Senado confirme general no comando das forças americanas, antes ocupado por McChrystal

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 00h00

CORRESPONDENTE / NOVA YORK

Apesar das duras perguntas de senadores republicanos, o general David Petraeus teve seu nome referendado na Comissão de Serviços Armados do Congresso. A decisão abre caminho para sua aprovação no Senado como novo comandante das forças americanas no Afeganistão, substituindo o general Stanley McChrystal, afastado do cargo depois de criticar o presidente Barack Obama e outros integrantes do governo em reportagem da revista Rolling Stone.

No depoimento, Petraeus, respeitado tanto por democratas quanto por republicanos por seu desempenho no Iraque, disse que os EUA devem continuar com a atual estratégia de evitar baixas civis, buscando atrair a população afegã para o lado do governo e dos americanos na luta contra o Taleban e a Al-Qaeda.

O general também afirmou ser necessário dar mais garantias para a segurança dos militares americanos. Os republicanos pressionaram Petraeus na questão da data para o início da retirada das tropas dos EUA do Afeganistão, prevista para julho de 2011. Na avaliação do Partido Republicano, esta decisão prejudicou a atuação dos militares no país. Além disso, temendo a saída dos americanos, o presidente afegão, Hamid Karzai, já deu sinais de que pode se aliar a outras forças depois de os EUA se retirarem.

"Conforme afirmou o presidente, julho de 2011 é o ponto em que começaremos uma fase de transição no qual o governo afegão assumirá mais responsabilidade pela sua própria segurança. O presidente também indicou que julho de 2011 não é uma data na qual retiraremos rapidamente nossas forças, apagando as luzes e fechando a porta", disse Petraeus.

A aprovação do general, que deve viajar para a Bélgica onde será designado comandante das forças da Otan no Afeganistão, foi considerada uma vitória para Obama.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.