Susan Walsh/AP
Susan Walsh/AP

Comissão do Senado dos EUA aprova ação militar na Síria

Por 10 votos a 7, Comissão de Relações Exteriores aprovou projeto para intervenção

Cláudia Trevisan, correspondente em Washington,

04 Setembro 2013 | 16h33

WASHINGTON - A Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA aprovou nesta quarta-feira, 5, uma resolução para a intervenção militar na Síria. O projeto, aprovado por 10 votos a 7, dá a autorização para o presidente Barack Obama realizar uma ação militar limitada, sem enviar tropas americanas ao território sírio ou ultrapassar 90 dias de ataque.

O texto modifica a proposta enviada pelo presidente americano no sábado, quando ele anunciou que buscaria autorização do Congresso, depois de quase uma semana de movimentação que indicava uma ação iminente. Além do limite de tempo e da proibição de tropas, a proposta de resolução aprovada também exige que o governo apresente ao Congresso sua estratégia para que uma "solução política" seja alcançada na Síria.

O texto terá que ser votado pelo plenário do Senado na próxima semana, quando acaba o recesso parlamentar.

Obama justifica que uma ação na Síria é essencial para impedir que armas químicas sejam usadas novamente. Washington afirma ter provas de que o governo do presidente sírio, Bashar Assad, usou gás sarin no ataque de 21 de agosto, no qual 1.429 pessoas morreram.

Essa foi a primeira vez que legisladores votaram por autorizar uma ação militar desde outubro de 2002, quando o presidente George W. Bush foi autorizado a invadir o Iraque.

Na Câmara, está em andamento audiência pública na Comissão de Relações Exteriores com os secretários de Estado, John Kerry, de Defesa, Chuck Hagel, e o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Martin Dempsey.

Número considerável de parlamentares dos partidos Democrata e Republicano levantam dúvidas sobre a eficácia da ação pretendida por Obama e os riscos que ela envolve, entre os quais uma possível reação de Assad que pode arrastar os americanos para a guerra civil síria.

Assista ao vídeo da votação na Comissão de Relações Exteriores do Senado americano:

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