Gleb Garanich/Reuters
Gleb Garanich/Reuters

Comissão Eleitoral confirma reeleição de Lukashenko na Bielo-Rússia

Oposição contesta resultados; candidatos da oposição seguem detidos por protestos

Efe

24 de dezembro de 2010 | 12h04

MOSCOU - A Comissão Eleitoral Central da Bielo-Rússia rejeitou nesta sexta-feira, 24, o recurso apresentado pela oposição contra os resultados das eleições presidenciais do último domingo e confirmou a reeleição do presidente Alexander Lukashenko.

 

"Sobram argumentos para rejeitar os recursos", disse Yulia Yermoshina, presidente da Comissão, citada pela agência estatal Belta.

 

O candidato da oposição Grigori Kostusev, que pode ser condenado a vários anos de prisão por participar dos violentos protestos pós-eleitorais, apresentou recurso na quarta-feira para tentar barrar os resultados, que apontaram vitória de Lukashenko com 80% dos votos.

 

Kostusev recorreu em nome dos outros cinco candidatos que se encontram detidos pelas autoridades. No recurso, ele denunciava irregularidades como a impossibilidade dos observadores de ter acesso aos colégios eleitorais durante a votação.

 

"As atas apresentadas no recurso de Kostusev não têm fatos que confirmem as infrações e que influam nos resultados eleitorais", disse Nadezhda Kisiliova, funcionária da Comissão.

 

Segundo a Comissão, Lukashenko obteve 79,65% dos votos, enquanto a segunda legenda mais votada, com 6,47%, foi "contra todos os candidatos". Os outros nove postulantes juntos não atingiram 14% dos votos, e apenas Andrei Sannikov, que está preso, obteve mais de 2%.

 

Os observadores da Organização de Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) denunciaram várias irregularidades no processo de antecipação de votos, do qual um terço do eleitorado participou, e no dia da votação, embora tenham destacado os progressos em relação à fraudulenta eleição de 2006.

 

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, emitiram na quinta-feira uma comunicado conjunto no qual condenam a repressão da oposição da Bielo-Rússia, exigem a libertação imediata de todos os candidatos e ameaçam revisar as relações com Minsk.

 

Os EUA, que haviam prometido levantar as sanções contra o regime de Lukashenko, considerado o último ditador da Europa, caso as eleições fossem transparentes e democráticas, asseguraram nesta semana que não reconhecem os resultados eleitorais.

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