Comissão Eleitoral da Tailândia impede formação do novo governo

Comitê informou a suspensão cautelar de 142 candidatos, incluindo a vencedora das eleições

Efe,

13 de julho de 2011 | 01h11

BANGCOC - A Comissão Eleitoral da Tailândia suspendeu temporariamente a designação como parlamentar da vencedora das eleições passadas, Yingluck Shinawatra, o que a impedirá de formar o governo, informou a imprensa local nesta quarta-feira, 13.

 

A comissão informou no fim da noite de terça-feira a suspensão cautelar de 142 candidatos, incluindo Yingluck e o primeiro-ministro em fim de mandato, Abhisit Vejjajiva, até que se investiguem as denúncias por supostas irregularidades.

 

A maioria dos políticos atingidos pela decisão no partido liderado por Yingluck, o Pheu Thai, são membros da plataforma conhecida como os "camisas vermelhas", enquanto também foram afetados membros do governante Partido Democrata e de outras formações menores.

 

A comissão aprovou as cadeiras de 358 deputados, ou seja, 79,6% do Parlamento, abaixo dos 95% - 475 dos 500 assentos - requeridos para poder constituir a Câmara.

 

O primeiro-ministro em fim de mandato foi acusado de trocar presentes por votos na província de Samut Prakan, contígua com Bangcoc, enquanto Yingluck é denunciada por cozinhar macarrão e distribui-lo durante a campanha eleitoral, o que também é considerado fraude eleitoral.

 

Após a investigação, a comissão decidirá se irá suspender os candidatos definitivamente.

Segundo a lei tailandesa, o Parlamento deve ser constituído nos 30 dias posteriores ao pleito, que aconteceu em 3 de julho.

 

O Pheu Thai (dos Tailandeses), que na semana passada anunciou a formação de uma coalizão com outras quatro formações para governar a Tailândia, obteve a maioria absoluta ao ficar com 265 das 500 cadeiras que compõem o Parlamento.

 

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