Comissão eleitoral diz que há poucas chances de fraudes no Afeganistão

País realiza eleições legislativas neste sábado

Efe

15 de setembro de 2010 | 08h15

CABUL - O chefe da Comissão Eleitoral do Afeganistão, Fazil Ahmad Mahnawi, garantiu nesta quarta-feira, 15, que há "pouca" margem para fraudes nas eleições parlamentares do próximo sábado, pois foram fechados todos os colégios eleitorais nas "áreas violentas" do país. Em entrevista coletiva em Cabul, horas antes do fechamento das campanhas, Mahnawi garantiu que as eleições "acontecerão conforme o previsto".

 

O chefe afirmou que todos os centros de votação nas áreas mais violentas do país fecharão suas portas "para prevenir fraudes" e os eleitores deverão se dirigir aos locais de votação mais próximos que estejam abertos para que possam votar.

 

Segundo Manhawi, a fraude (de centenas de milhares de cédulas) nas eleições para a presidência em agosto de 2009 foi registrada nas zonas mais violentas e inacessíveis do país.

 

Desta vez, a Comissão Eleitoral decidiu manter fechados 938 dos 6.835 colégios em 25 das 34 províncias afegãs. Deste modo, o responsável pela Comissão Eleitoral considerou que há "pouca" margem para a emissão de cédulas fraudulentas.

 

Manhawi qualificou como "propaganda dos inimigos do Afeganistão (alusão aos insurgentes do Taleban) para minar o processo eleitoral" as informações sobre documentos falsos de eleitores que apareceram nos últimos dias. Ele também lembrou que, para prevenir multiplicidade de votos, os eleitores serão marcados com uma tinta durável, importada da Dinamarca, que dura até 92 horas.

 

Cerca de 12,5 milhões de afegãos estão convocados a votar urnas nas segundas eleições parlamentares da era pós-Taleban, número muito inferior aos 17 milhões das presidenciais de agosto de 2009.

 

Os eleitores poderão escolher entre 2.556 candidatos para as 249 cadeiras da Wolesi Jirga, a Câmara Baixa afegã, enquanto o Taleban e outros grupos insurgentes boicotam as votações.

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