Comissão Eleitoral sudanesa ressalta a transparência do processo

Comissão Eleitoral sudanesa ressalta a transparência do processo

'Não há eleições perfeitas e estas não serão exceção' diz vice-presidente da comissão

EFE

10 de abril de 2010 | 09h45

CARTUM - A Comissão Eleitoral do Sudão ressaltou hoje a transparência do processo eleitoral e destacou que o pleito que começa amanhã é o primeiro passo para a mudança democrática, embora também reconheça que "não há eleições perfeitas".

 

"Em todo Sudão, todas as eleições terminaram com um grau alto de segurança", afirmou em entrevista coletiva o vice-presidente da Comissão Suprema Eleitoral (CSE), Abdallah Ahmed Abdallah.

 

Ahmed Abdallah reconheceu que nenhum processo eleitoral é totalmente perfeito e que o sudanês não será uma exceção.

 

"Não há eleições perfeitas e estas não serão exceção, mas estas representam o primeiro passo para a mudança democrática no Sudão", ressaltou o vice-presidente do CSE.

 

O pleito de amanhã é o primeiro multipartidário no Sudão em 24 anos, mas para a maior parte das forças da oposição anunciaram que boicotarão total ou parcialmente a votação pela falta de garantias sobre a transparência.

 

A oposição também colocou em dúvida a imparcialidade da Comissão Eleitoral.

 

Diante dessas acusações, Ahmed Abdallah insistiu neste sábado que a falsificação no processo é algo complicado e negou que o governante Partido do Congresso Nacional esteja controlando o organismo reitor do pleito.

 

Comentou que a democracia nunca chega de surpresa, mas que é preciso de tempo e insistiu que estes comentários não justificam a possibilidade de erros serem cometidos.

 

"Se erros forem cometidos, não serão propositais", insistiu.

 

Afirmou que no processo eleitoral participam 20.278 observadores locais e 840 internacionais, procedentes de 18 países e organizações diferentes, com destaque para o Centro Carter dos Estados Unidos, com 132 representantes, e a União Europeia, com 166.

 

Também citou outras organizações regionais como a Liga Árabe e a Conferência Islâmica, e assinalou que 232 organizações sudanesas acompanharão todo o processo.

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