Comissão Europeia não prevê fechamento estendido do espaço aéreo

Mais de 250 voos foram cancelados nesta quarta-feira na Escócia e Escandinávia

Efe

24 de maio de 2011 | 10h55

BRUXELAS - A Comissão Europeia não prevê, por enquanto, que a nuvem de cinzas provocada pela erupção do vulcão islandês Grimsvötn leve ao fechamento estendido do espaço aéreo nem que as consequências sejam similares as do caos gerado no ano passado pela erupção similar de outro vulcão islandês.

 

"Não antecipamos neste momento a expansão do fechamento do espaço aéreo", afirmou o comissário de Transportes europeu, Siim Kallas, durante uma entrevista coletiva.

 

As companhias aéreas anularam 252 voos como consequência da nuvem de cinzas, segundo a Agência Europeia para a Segurança da Navegação Aérea (Eurocontrol).

 

Apesar disso, Kallas não espera "o fechamento tão, tão estendido como o do ano passado", quando a nuvem de cinzas procedente da erupção do vulcão islandês Eyjafjallajökull originou o colapso do espaço aéreo na Europa e o cancelamento de dezenas de milhares de voos durante várias semanas.

 

O comissário indicou que as circunstâncias não são exatamente as mesmas, dado que as cinzas do vulcão Grimsvötn são "diferentes, as condições meteorológicas são diferentes e a resposta europeia é diferente", com uma maior coordenação com os países, que são quem devem decidir se fecham seu espaço aéreo.

 

Na opinião de Kallas, o sistema de alarme "funciona" e desde o ano passado a resposta europeia é abordada com os ministros de Transporte, o que se fará de novo em junho.

 

O setor do transporte aéreo adotou medidas para responder melhor aos incidentes como erupções de vulcões e já ocorreram duas reuniões entre sociedades de transporte por ferrovias e companhias aéreas para analisar que soluções podem oferecer aos passageiros afetados, indicou.

 

Segundo o Eurocontrol, o vulcão islandês continua em erupção, mas de forma menos intensa que em dias anteriores, por isso que a concentração de cinzas no ar é menor.

 

A União Europeia (UE) ativou na segunda-feira uma célula de coordenação de crise para responder com rapidez e de maneira ordenada ao possível impacto da nuvem vulcânica.

 

O grupo - que reúne à Comissão Europeia, as companhias aéreas europeias, os aeroportos, as autoridades nacionais de aviação e Eurocontrol - emitirá diretrizes para esclarecer em quais condições se poderá ou não voar.

 

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