Comissão inicia trabalhos para apurar atuação de Israel no Líbano

Começam neste domingo os trabalhos da comissão designada pelo ministro da Defesa israelense, Amir Peretz, para investigar os erros das Forças Armadas durante o recente conflito com a milícia xiita libanesa Hezbollah.A comissão é presidida pelo general reformado Amnon Lipkin Shajak, ex-chefe das Forças Armadas, e tratará apenas dos aspectos operacionais, que receberam sérias críticas de analistas militares e de muitos reservistas convocados para o conflito.Fazem parte da "comissão de analistas" os generais na reserva Ami Saguis, Ilan Biran e Herzl Budinger, ex-chefe da Força Aérea. O setor civil, afetado pelo conflito devido aos ataques do Hezbollah com seus foguetes e mísseis, é representado na investigação pelo industrial Eli Hurwitz.Na oposição, os partidos da direita nacionalista exigem uma investigação judicial e independente a fim de apurar a responsabilidade pelos supostos erros, o que poderia afetar Peretz e o primeiro-ministro do Estado judeu, Ehud Olmert.Entre os principais protestos dos reservistas estão "a falta de clareza e a confusão que as ordens causavam", além de erros nos serviços de abastecimento, incluindo a falta de alimentos e água.Além disso, a comissão deverá investigar se o chefe das Forças Armadas, general Dan Halutz, se equivocou ao centrar as operações contra o Hezbollah na Força Aérea e na artilharia israelense.As operações maciças por terra para afastar os milicianos do Hezbollah da fronteira entre os dois países, ordenada por Olmert e Peretz horas antes de o Conselho de Segurança da ONU acordar o cessar-fogo, no dia 12 de agosto, também serão investigadas.A comissão, cujas conclusões carecerão de conseqüências jurídicas, deve entregar em um prazo de três semanas um relatório ao ministro da Defesa com os resultados de sua investigação

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