Comissão isenta polícia britânica de negligência nos atentados de 2005

A Comissão de Inteligência e Segurança do Parlamento britânico concluiu que a polícia e os serviços de inteligência não devem ser acusados de negligência, em relação aos atentados de 7 de julho de 2005 contra a rede de transporte público de Londres, informou nesta quinta-feira a "BBC". Segundo a cadeia pública britânica, um relatório elaborado pelo comitê isentou as forças de segurança e os serviços secretos de qualquer ato de negligência nos ataques, que deixaram 56 mortos e cerca de 700 feridos. No entanto, o documento, que será entregue ao primeiro-ministro, Tony Blair, critica o fato de o líder do massacre, o britânico de origem paquistanesa Mohammed Sidique Khan, não ter sido investigado pela polícia, apesar de ser conhecido pelo órgão. A polícia antiterrorista sustenta que Khan, de 30 anos, era suspeito de fraude, mas não de terrorismo. Logo, não poderia ser alvo de uma investigação especial por parte das autoridades. Críticas A comissão parlamentar também questiona a qualidade da informação sobre as atividades de extremistas britânicos no Paquistão anteriores aos atentados contra três vagões do metrô e um ônibus urbano de Londres. Além disso, o texto critica o sistema de alerta antiterrorista do país, já que o nível de ameaça nacional foi reduzido de "grave" para "substancial" pouco antes dos atentados. Apesar das conclusões do Comitê de Inteligência e Segurança, o professor Anthony Glees, chefe do Centro de Estudos de Inteligência e Segurança da Universidade de Brunelcolocou em dúvida a atuação das forças de segurança. Glees disse à "BBC" que a polícia e os serviços de inteligência "não seguiram com cuidado as pessoas que poderiam ter motivações terroristas". Para elaborar o relatório, a comissão do Parlamento britânico entrevistou agentes da polícia e dos serviços secretos.

Agencia Estado,

30 Março 2006 | 06h47

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