Comissão paquistanesa rejeita candidatura de Sharif

Organização rechaça inscrição por acusações contra o ex-primeiro-ministro deposto por Musharraf em 1999

Efe,

03 de dezembro de 2007 | 10h28

A Comissão Eleitoral do Paquistão rejeitou nesta segunda-feira, 3, a candidatura do ex-primeiro-ministro e líder oposicionista Nawaz Sharif ao Parlamento do país para as eleições de 8 de janeiro. Comissão alegou a condenação contra Sharif por conta das acusações contra ele, por ter ordenado em 1999, quando era primeiro-ministro, o seqüestro do avião do então chefe do Estado-Maior e hoje presidente, Pervez Musharraf. Musharraf conseguiu fazer com que o avião aterrissasse e deu um golpe de Estado contra Sharif, que foi condenado à prisão Perpetua por corrupção, seqüestro, evasão de impostos e terrorismo, mas depois conseguiu se livrar da condenação em troca de ir para o exílio. Sharif voltou da Arábia Saudita em 25 de novembro com vistas às próximas eleições legislativas, mas sua formação, a Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz, decidiu boicotar o pleito em protesto contra o Estado de exceção vigente no Paquistão há um mês. A Comissão Eleitoral já tinha rejeitado este domingo a candidatura do irmão de Sharif, Shehbaz, alegando que este tem causas penais pendentes. O dirigente opositor deve se reunir nesta segunda-feira com a líder do Partido Popular do Paquistão (PPP), Benazir Bhutto, para tentar convencê-la de se unir ao boicote eleitoral. Bhutto, que lidera o Partido Popular do Paquistão (PPP, principal força da oposição), assegura que um boicote beneficiará apenas as forças leais ao presidente, Pervez Musharraf, embora ela já tenha dito também que pode reconsiderar sua posição caso os partidos opositores optem por uma agenda em comum. "Dissemos que tomaremos parte das eleições sob protesto, mas a porta (para um boicote) está aberta", assegurou Bhutto neste domingo.  O presidente Pervez Musharraf pediu no sábado às organizações da oposição que não boicotem as eleições, e que desempenhem seu papel "para fazer o processo democrático avançar". O Paquistão aguarda agora o dia 16 de dezembro, data fixada por Musharraf para colocar fim ao Estado de emergência, medida que o presidente paquistanês decretou alegando a deterioração da lei e aingerência do Poder Judiciário no trabalho do governo.

Tudo o que sabemos sobre:
SharifPaquistãoeleiçõesMusharraf

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.