Comissão para reconstrução segue sem progressos

Um ano após o terremoto, a Comissão Interina de Reconstrução do Haiti (CIRH), órgão criado pela comunidade internacional juntamente com o Haiti para gerenciar a ajuda humanitária, provou-se um grande fracasso. Nos doze meses, o grupo encontrou-se apenas quatro vezes - na última, com os representantes haitianos reclamando que estavam sendo deixados de lado - e o mandato da CIRH expira em nove meses. A ideia inicial era que o órgão tivesse poder executivo para coordenar a reação à crise, centralizando as decisões. Mas o mecanismo simplesmente não emplacou e prevaleceu a lógica do "cada um por si" diante da enorme tragédia.

, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2011 | 00h00

Há ainda entraves burocráticos que minam os esforços de reconstrução. Material humanitário, por exemplo, muitas vezes demora nos postos de alfândega. E grande parte do dinheiro bruto doado, cerca de US$2,5 bilhões, teve de ser destinado ao pagamento de dívidas do Estado haitiano. Após o terremoto, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, nomeado emissário da ONU para o Haiti, lançou o slogan ''reconstruí-lo melhor''. Passados 12 meses, o clima é de frustração entre os envolvidos.

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