JAVIER MAMANI / AFP
JAVIER MAMANI / AFP

Comissão parlamentar absolve Evo Morales de acusação de tráfico de influência

Presidente da comissão afirmou que ‘não há uma única prova’ que confirme a teoria. Caso envolve empresa chinesa, que assinou negócios com a Bolívia, e da qual ex-mulher de presidente era executiva

O Estado de S. Paulo

06 Maio 2016 | 15h44

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, foi absolvido na quinta-feira por uma comissão parlamentar que o investigou por tráfico de influência. O caso envolve uma empresa chinesa, que assinou negócios milionários com o Estado, e da qual a ex-mulher de Evo era uma alta executiva.

"Não há uma única prova que confirme a teoria de tráfico de influência com o presidente Evo Morales, e isso está na documentação, nas declarações das testemunhas e em todos os documentos que essa comissão investigou", informou a presidente da comissão, de maioria governista, Susana Rivero.

A comissão foi formada a pedido do próprio Evo em fevereiro, sob o argumento de que não tem “nada a esconder".

Um dia antes, o presidente havia solicitado à Controladoria que investigasse “os procedimentos administrativos" no processo de contratação entre o Estado e a empresa CAMC, da qual sua então ex-mulher Gabriela Zapata, uma jovem de 28 anos, era executiva.

A CAMC firmou com o Estado sete contratos no valor de US$ 576 milhões, em diferentes áreas.

Em consequência de uma denúncia na imprensa sobre tráfico de influência, Evo, de 56 anos, admitiu o relacionamento com Gabriela, entre 2005 e 2007, quando a jovem tinha 18 anos. Eles tiveram um filho que veio a falecer, segundo a versão do presidente.

Rejeitado por um setor da oposição, o parecer da comissão apontou que "não existe uma única prova que evidencie uso indevido de influência nos processos de contratação analisados".

Segundo o documento, "nem os entrevistados, e menos ainda, cidadãos particulares, meios de comunicação, ou congressistas trouxeram elementos que vinculassem o presidente Evo Morales Ayma aos processos de contratação, com a assinatura dos contratos, ou com qualquer decisão relacionada à empresa chinesa CAMC".

A ex-mulher de Evo está detida e enfrenta outro processo na Justiça por enriquecimento ilícito. /AFP

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