Comissão Parlamentar exige que Olmert seja investigado

A Comissão Parlamentar para Assuntos deExterior e Defesa aprovou nesta terça-feira por maioria um resolução para que oPoder Executivo, liderado por Ehud Olmert, ordene uma investigaçãojudicial sobre sua conduta durante o recente conflito no Líbano. Oito membros da comissão, entre eles os representantes do PartidoTrabalhista, que faz parte da coalizão do Governo, aprovaram essechamado. Três membros da Comissão e seu presidente, o deputado TsahiHanegbi, opuseram-se à resolução, informaram fontes parlamentares.Hanegbi descreveu a votação como "patética". O líder do Partido Trabalhista e ministro da Defesa, Amir Peretz,também é a favor desse tipo de investigação independente, presididapor um juiz da Corte Suprema, contrariando uma decisão de Olmert,que ordenou uma investigação oficial, integrada por membros que elemesmo designou. A comissão terá que investigar, além da conduta seguida porOlmert e Peretz durante o conflito de mais de 30 dias com a milíciaxiita libanesa Hezbollah, os erros das autoridades militares,começando pelo chefe das Forças Armadas, o general Dan Halutz. A exigência de uma investigação foi iniciada por doislegisladores da oposição de direita, Efi Eitam, da frente da UniãoNacional Mafdal, e o deputado trabalhista Matan Vilnai, coronel egeneral na reserva das Forças Armadas, respectivamente. A investigação pode durar alguns meses, pois entre suasatribuições está a de citar supostos responsáveis por errosdenunciados, entre outros, por reservistas que combateram contra oHezbollah. As conclusões da investigação só têm um efeito de caráter "moral"e não operacional, mas, se assinalar os responsáveis, estes podemser obrigados a renunciar. Vilnai pediu aos membros da comissão designada por Olmert querenunciem a suas funções pois, na sua opinião, o primeiro-ministro"os está utilizando" para evitar supostas responsabilizações nacondução do país durante o conflito, que terminou com um cessar-fogopromovido pela ONU em 14 de agosto. Olmert e Peretz também designaram uma comissão de analistasmilitares formada por generais na reserva para investigar osaspectos militares, enquanto as Forças Armadas o fazem por contaprópria com 50 equipes compostas por centenas de oficiais que estãoexaminando os erros para saná-los. A Corte Suprema deliberará no próximo domingo em torno de outropedido, da ONG Ometz, contra a decisão de Olmert e a favor de umainvestigação independente. O primeiro-ministro e os que se opõem a uma investigaçãoindependente alegam que ela se "prolongará por muito tempo eparalisará todos os sistemas, inclusive nas Forças Armadas, poistodos estarão envolvidos com seus advogados e a defesa".

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