Comissão pede 6 meses para preparar plebiscito na Tailândia

Jornal afirma que plebiscito é uma 'tentativa do governo de permanecer mais tempo no poder'

Efe,

05 de setembro de 2008 | 03h45

A Comissão Eleitoral da Tailândia disse nesta sexta-feira, 5, que precisa de pelo menos seis meses para organizar o plebiscito que o governo do primeiro-ministro, Samak Sundaravej, decidiu realizar para tentar acabar com a crise política que abala o país. O secretário-geral da comissão, Parapan Naikowit, assinalou que antes de fixar uma data, o Senado tem de examinar a legislação sobre o plebiscito, deve discutir a pergunta que será feita aos eleitores, e se há acordo entre os partidos, o que pode "demorar entre seis e oito meses". Sundaravej, submetido a forte pressão para que renuncie, anunciou o plebiscito na quinta-feira, mas não deu pistas sobre a pergunta que pretende formular aos eleitores e também não mencionou datas possíveis para a consulta. "O plebiscito é simplesmente uma tentativa desesperada do governo de permanecer mais tempo no poder", apontou o diário local The Nation em seu editorial. Os líderes da Aliança do Povo para a Democracia, que organiza as manifestações que começaram há mais de três meses, advertiram que os protestos continuarão, apesar do plebiscito. Dois estudantes foram baleados na noite de quinta-feira por desconhecidos, quando cerca de 100 universitários se dirigiam ao palácio do Governo para se unir aos manifestantes que a ocupam há onze dias. Os protestos começaram em maio, quando os seguidores da Aliança montaram um acampamento em frente ao prédio das Nações Unidas. Os manifestantes acusam o governo de corrupção, de deslealdade à Coroa, e de ser um fantoche do ex-líder Thaksin Shinawatra, agora exilado no Reino Unido.

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