Comissão vê irregularidades em eleição na Flórida

Um relatório que sugere a incidência de diversas violações à Lei do Direito ao Voto no Estado americano da Flórida, durante as eleições presidenciais de 2000, foi aprovado pela Comissão de Direitos Civis dos EUA. O relatório inflama as paixões sobre a votação no Estado, seis meses depois de a Flórida ter definido, por estreita margem, o resultado do pleito presidencial. De acordo com o documento, milhares de habitantes da Flórida, principalmente eleitores negros, foram impedidos de votar devido ao uso de equipamentos obsoletos, anulação imprópria de cédulas e acesso inadequado às cabines de votação.A comissão acatou as constatações dos investigadores por seis votos a dois, com os votos em contrário vindo de seus únicos membros republicanos. O relatório pede ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos que investigue os problemas ocorridos na Flórida. A comissão diz não ter evidências de uma conspiração, mas gostaria que fosse revelado se algum dos problemas foi intencional.O documento traz duras críticas a autoridades estaduais, entre as quais o governador da Flórida, Jeb Bush, e sua secretária de Estado, Katherine Harris. Harris acusou a presidente da comissão, Mary Frances Berry, de colocar a política acima da solução dos problemas referentes à disputada eleição, que terminou com a vitória do candidato republicano George W. Bush, irmão de Jeb.

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