Martial Trezzini/AP
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Comissária da ONU se diz 'decepcionada' por China não prender Bashir

Para Navi Pillay, 'governos têm a responsabilidade de ajudar o TPI, incluindo a China'

30 de junho de 2011 | 15h56

GENEBRA - A alta comissária da ONU para os direitos humanos, a sul-africana Navi Pillay, disse nesta quinta-feira, 30, estar "decepcionada" porque a China não prendeu o presidente sudanês Omar al-Bashir durante visita realizada por ele a Pequim na quarta-feira.

 

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"Todos os governos têm a responsabilidade de ajudar a Corte (o Tribunal Penal Internacional) a colocar as pessoas (procuradas) à disposição da Justiça, incluindo a China", disse Pillay, em coletiva de imprensa. Segundo a AFP, ela disse ficar "decepcionada quando países não respeitam essa responsabilidade".

 

Segundo a AP, Pillay disse que "o mundo inteiro é a favor do julgamento" de Bashir pelo papel que teve na guerra civil do Sudão, que matou mais de 2 milhões de pessoas. Pillay participou de uma conferência intitulada "Direitos Humanos, mudanças globais e novas oportunidades", na sede da ONU em Genebra, na Suíça.

 

Bashir é considerado "foragido" pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que emitiu dois mandados de prisão contra ele. A primeira, emitida em março de 2009 por crimes de guerra e contra a humanidade, gerou um agravamento da situação de refugiados depois que o presidente decidiu expulsar as maiores ONGs estrangeiras que atuavam no país, em represália à decisão do TPI.

 

Em julho de 2010 o tribunal emitiu uma segunda ordem de prisão contra o presidente sudanês, desta vez por genocídio. Embora o Sudão não reconheça as decisões do TPI, na prática Bashir poderia ser preso ao visitar qualquer país-membro do tribunal. A China não reconhece o TPI.

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