Comissária da ONU sugere criação de tribunal internacional no Timor

A alta comissária de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Mary Robinson, finalizou neste domingo uma visita de três dias ao Timor Leste, na qual criticou Jacarta por não ter processado os oficiais indonésios acusados de violência contra os habitantes da ilha, há três anos. Mary também pediu que o governo da mais jovem nação do planeta reclame da decisão adotada na semana passada por um tribunal, que absolveu seis militares indonésios. Eles foram acusados de permitir que seus subordinados atuassem em cinco chacinas no Timor Leste em 1999. Os veredictos - contra os quais Jacarta recorreu - deixou indignados grupos de direitos humanos e governos estrangeiros. Os sobreviventes dos massacres encontraram-se com Robinson durante o fim de semana e pediram a criação de um tribunal internacional, similar aos criados para julgar crimes de guerra em Ruanda e na ex-Iugoslávia. Mas o governo do Timor Leste ainda precisa aprovar a medida. "Todos os que encontrei disseram querer justiça e sentem que isto só poderá acontecer com a criação de um tribunal internacional", afirmou Mary. "Chegou o momento de o governo do Timor Leste manifestar sua posição sobre isto."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.