Comitê árabe em Israel propõe Estado binacional

O mais importante grupo de árabes em Israel - o Comitê de Monitoração dos cidadãos árabes - publicou nesta quarta-feira uma proposta de transformar o país em um Estado binacional, no qual a minoria árabe teria os mesmos direitos dos demais cidadãos, tanto no plano individual como coletivo.Além da transformação de Israel em um Estado binacional, já que o país possui uma grande minoria árabe, o documento apóia também a criação de um Estado Palestino.Para os autores, o Estado de Israel, em sua forma atual, "não é uma democracia, mas sim uma etnocracia".O documento exige autonomia cultural, religiosa e educacional para a população árabe israelense e afirma que o país deve ser uma "pátria conjunta" para judeus e árabes. Os árabes, segundo o texto, deveriam ser reconhecidos como uma minoria nacional, com direito a serem representados em organizações internacionais. Hino e bandeiraEsta é a primeira vez que o Comitê, que representa cerca de 25% dos cidadãos do país, formula um documento propondo soluções para os problemas da minoria árabe.O documento, denominado ?A visão futura dos árabes palestinos em Israel", propõe a alteração dos símbolos do país, inclusive a bandeira e o hino, para que possam representar também a minoria nacional árabe.A proposta, assinada pelo Comitê de Monitoração dos cidadãos árabes, também conta com o apoio do Comitê das Autoridades Municipais das aldeias e cidades árabes israelenses. As duas organizações representam praticamente todas as facções políticas da população árabe em Israel.O cientista político Asad Ghanem, um dos autores do documento, disse ao jornal israelense Haaretz, que os líderes árabes reconhecem "os direitos da nação judaica tanto no plano individual como coletivo, mas não às custas dos árabes".De acordo com o presidente do Comitê de Monitoração, Shawki Hatib, "o objetivo principal é dar início a um debate político sobre o futuro dos árabes palestinos em Israel".

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