Comitê da Liga Árabe pede retirada de monitores da Síria

Um comitê consultivo da Liga Árabe pediu a retirada imediata de uma missão de observação da Síria, dizendo que a violenta repressão aos protestos da população continua apesar da presença de monitores no país. O porta-voz do Parlamento Árabe, Salem al-Diqbassi, solicitou que o presidente da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, "imediatamente retire os observadores árabes, considerando o prosseguimento das mortes de civis inocentes pelo regime sírio".

AE, Agência Estado

01 de janeiro de 2012 | 14h22

As ações do governo de Damasco são "uma clara violação do protocolo da Liga Árabe, que deve proteger a população síria", disse Diqbassi em um comunicado. "Nós estamos vendo um aumento na violência, mais pessoas sendo mortas, incluindo crianças, (...) e tudo isso com a presença de monitores da Liga Árabe, o que está enfurecendo a população árabe", acrescentou.

O Parlamento Árabe é um comitê consultivo de 88 membros formado por parlamentares de cada país integrante da Liga. Os comentários de Diqbassi foram feitos enquanto a Liga Árabe se prepara para enviar uma nova equipe para a Síria na terça-feira. "Cerca de mais 20 observadores se dirigirão para Damasco a partir da Arábia Saudita, Bahrein e Tunísia", afirmou Adnan al-Khodeir, diretor de operações da Liga.

Uma primeira equipe de 50 monitores chegou à Síria na segunda-feira, como parte de um plano árabe endossado pela Síria em 2 de novembro que exige a saída do exército do governo de cidades e distritos residenciais, a suspensão da violência contra civis e a libertação de pessoas detidas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que mais de 5 mil pessoas foram mortas durante a repressão do governo às manifestações contra o regime do presidente Bashar al-Assad, que insiste que a violência tem sido instigada por "gangues terroristas armadas" com ajuda estrangeira. As informações são da Dow Jones.

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