Comitê do Nobel rejeita críticas por prêmio a Obama

O Comitê norueguês do Nobel, que concedeu hoje o prêmio da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, menos de nove meses depois de ele ter assumido o cargo, rejeitou as críticas de que a decisão foi prematura. "Nós queremos enfatizar que ele já trouxe mudanças significativas", disse Geir Lundestad, secretário do Comitê do Nobel, à agência France Presse, citando progressos no multilateralismo, desarmamento e na luta conta as mudanças climáticas como exemplos das conquistas de Obama.

AE, Agencia Estado

09 de outubro de 2009 | 13h13

"Nós obviamente esperamos que haja muitas mudanças concretas nos próximos anos, mas sentimos que era correto fortalecê-lo o mais que podíamos em sua luta futura por seus ideais", acrescentou o secretário.

Lech Walesa, líder anticomunista polonês e vencedor do Nobel da Paz de 1983 disse acreditar que o prêmio foi concedido a Obama muito cedo. "Quem? O quê? Tão rápido? Muito rápido. Ele ainda não teve tempo de fazer nada", disse, em Varsóvia.

O "Wall Street Journal" considerou o prêmio "completamente bizarro", argumentando em editorial que "tradicionalmente, tem sido um procedimento padrão que os vencedores do prêmio façam seu trabalho de paz primeiro".

O chefe do Comitê norueguês do Nobel, Thorbjoern Jagland, se defendeu das críticas durante uma coletiva de imprensa após o anúncio do prêmio. "Se vocês olharem para a história do Nobel da Paz verão que em muitas ocasiões concedemos o prêmio para tentar estimular o que muitas personalidades estavam tentando fazer", afirmou.

Jagland citou o chanceler da Alemanha Ocidental, Willy Brant, agraciado com o prêmio em 1971 pela Ostpolitik - termo usado para descrever seus esforços para normalizar as relações com o leste europeu - como exemplo, bem como Mikhail Gorbachev, o último líder soviético que foi laureado com o Nobel de Paz em 1990, antes do fim da Guerra Fria. As informações são da Dow Jones.

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