Comitê egípcio responsabiliza Mubarak por morte de manifestantes

Um comitê egípcio criado para investigar violência durante as manifestações que derrubaram o presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, apresentou acusações contra ele pelo assassinato de manifestantes, disse o jornal estatal Al Ahram nesta quarta-feira.

REUTERS

23 de março de 2011 | 18h54

O comitê também acusou o ex-ministro do Interior de ordenar à polícia que abrisse fogo contra os manifestantes, de acordo com o jornal.

A Promotoria Pública encaminhou a julgamento Habib al-Adli e quarto outros alto funcionários sob a acusação de matar participantes dos protestos, perturbar a estabilidade e semear o "caos no país", o que prejudicou a economia do Egito, segundo um comunicado da Justiça.

Mais de 360 pessoas morreram durante o levante popular e milhares ficaram feridas quando a polícia usou balas de borracha, munição real, canhões de água e gás lacrimogêneo contra os participantes dos protestos.

O comitê enviou as acusações para o gabinete do Procurador Público, dizendo que Mubarak, como chefe do governo, é criminalmente responsável pela morte dos manifestantes. O ex-ministro do Interior é acusado de ter retirado o policiamento das ruas depois de 28 de janeiro, quando manifestantes entraram em choque com as forças de segurança e o Exército foi colocado nas ruas.

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