Comitê francês quer proibir símbolos religiosos na escola

Em uma polêmica medida para reafirmar a separação entre Estado e religião, um comitê governamental determinou que a França deve proibir véus islâmicos e judaicos e a exibição de crucifixos nas escolas, com o objetivo de "conter" o fundamentalismo e exaltar a tradição secular do país.A conclusão do comitê, depois de seis meses de estudos e 120 audiências, está no centro de um debate nacional sobre as formas de integrar a população muçulmana. A França conta com a maior comunidade muçulmana da Europa ocidental. O presidente da França, Jacques Chirac, anunciará na próxima semana se apóia a idéia de transformar em lei as conclusões do estudo.O assunto vem sendo apaixonadamente debatido há quase um ano. Políticos influentes, grupos feministas e pesquisas de opinião indicam apoio à proibição dos véus. Os opositores temem, no entanto, que a medida marginalize os muçulmanos, que compõem o segundo maior grupo religioso do país, atrás apenas dos católicos.O comitê de 20 membros decidiu por unanimidade que a França deveria impor uma lei proibindo a exibição de símbolos políticos e religiosos "óbvios" em escolas, hospitais e prisões públicos. Pequenos pingentes, como a estrela de Davi, serão permitidos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.