EFE / RAYNER PEÑA R.
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Comitê Organizador diz que 6.466.791 pessoas votaram na consulta de repúdio às eleições na Venezuela

O movimento, foi promovido pelo líder oposicionista Juan Guaidó, questionou a população sobre a validade das eleições legislativas do domingo passado

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2020 | 03h18

CARACAS - A comissão organizadora da consulta de repúdio às eleições legislativas na Venezuela, promovida pelo líder oposicionista Juan Guaidó, garantiu neste sábado, 12, que o evento contou com a participação de 6.466.791 pessoas, ou seja, 31,22% da lista eleitoral do país.

Do total, 3.209.714 depositaram suas cédulas presencialmente na Venezuela e 844.723 fora do país ao longo do dia, conforme detalhado em uma declaração sem questionamentos do coordenador nacional do comitê organizador Enrique Colmenares Finol.

Além disso, 2.412.354 pessoas votaram por meio de dois aplicativos, Telegram e Voatz, pelos quais os interessados ​​puderam participar desde a última segunda-feira de forma virtual.

Colmenares explicou que, até ao momento, "87,44% de todo o esquema eleitoral" foi analisado, embora não tenha dado detalhes de quantas pessoas votaram contra ou a favor das suas propostas.

A primeira das questões que os participantes tiveram de responder foi se rejeitaram as eleições legislativas do domingo passado.

Estas eleições, nas quais a coligação governista Gran Polo Patriótico (GPP) obteve 91% dos 277 deputados da Assembleia Nacional (AN, Parlamento), são consideradas uma fraude pela oposição liderada por Guaidó, que não compareceu às urnas.

No total, 6.251.080 pessoas votaram nas eleições legislativas, o que representa 30,18% do eleitorado total, que segundo dados oficiais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) corresponde a 20.710.421 pessoas.

Na consulta, os eleitores também foram questionados se exigem "a cessação da usurpação da Presidência por Nicolás Maduro e apelam a eleições presidenciais e parlamentares livres, justas e verificáveis".

“O senhor ordena que sejam dados os passos necessários perante a comunidade internacional para ativar a cooperação, o apoio e a assistência que nos permitam resgatar nossa democracia, enfrentar a crise humanitária e proteger as pessoas dos crimes contra a humanidade?”, diz a terceira pergunta.

Organizadores veem uma chamada pela liberdade

Após a publicação do número de eleitores, e sem dados sobre as respostas, Colmenares afirmou que os dados mostram que “a Venezuela disse 'sim' à liberdade”.

“Hoje houve um grande vencedor: a Venezuela e sua liberdade, hoje temos que nos orgulhar de ser venezuelanos, que em um momento tão difícil saímos com nossa presença e nossa ação para dizer ao mundo que queremos a liberdade”, disse.

Para ele, também é necessária “uma reflexão introspectiva”, a necessidade de os adversários “estarem cada dia mais unidos”, tanto no setor político como na sociedade civil.

Por fim, fez várias ligações, a primeira para que as Forças Armadas interpretassem o "sentimento do povo" para uma mudança, que ele acredita estar provado.

Por outro lado, disse à comunidade internacional que esta votação mostra "um grito da Venezuela" e pediu que assumissem "a possibilidade e a obrigação" de ajudar o país em seu caminho para "recuperar a democracia"./EFE

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