Angela Weiss / AFP
Angela Weiss / AFP

Comitê recomenda vacina contra covid da Pfizer nos EUA, que aguardam palavra final de agência 

Recomendação, feita após reunião que durou mais de oito horas nesta quinta-feira, coloca o país um passo mais perto do início da vacinação contra covid-19

Beatriz Bulla / Correspondente, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2020 | 19h52

WASHINGTON - O comitê consultivo da agência americana que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, a FDA, recomendou que o órgão autorize o uso emergencial da vacina contra covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. A recomendação, feita após reunião que durou mais de 8 horas nesta quinta-feira, 10, coloca os EUA um passo mais perto do início da vacinação contra covid-19. A partir de agora, a FDA está apta a dar a palavra final sobre a autorização para uso da vacina, o que pode acontecer entre hoje e amanhã.

Os EUA dizem estar preparados para distribuir a primeira leva de 2,9 milhões de doses da vacina da Pfizer e da BioNTech nas 24 horas seguintes à autorização da FDA. No total, há 6,4 milhões de vacinas no país prontas para serem distribuídas. Segundo orientação do CDC, os primeiros a receberem a vacina nos EUA serão profissionais da saúde e moradores de casas de repouso e clínicas médicas. 

Na terça-feira, a FDA já havia confirmado a eficácia e a segurança da vacina da Pfizer e da BioNTech, em uma avaliação preliminar. Hoje, a maioria do comitê que assessora a agência recomendou o uso emergencial do imunizante por 17 votos a favor, 1 abstenção e 4 votos contrários.

Após o aguardado aval da FDA, as doses poderão ser distribuídas a cerca de 600 locais nos 50 Estados americanos, que serão responsáveis pela aplicação na população. Para começar a vacinar os americanos, o CDC ainda precisa formalizar a autorização em uma nova reunião, agendada para esta sexta-feira, 11, e para domingo, 13. A expectativa é de que no início da semana que vem a vacinação tenha início nos EUA.

A corrida pela autorização e distribuição da vacina no país acontece em meio a um novo pico de propagação do coronavírus no país. Só ontem, os EUA tiveram 3.124 mortes por covid-19 e 221 mil novos casos da doença. Segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC), outros 70 mil americanos podem morrer de covid-19 até o final do ano com o avanço da doença.

A vacina da Pfizer e da BioNTech já recebeu a autorização das autoridades reguladoras do Reino Unido, onde a vacinação começou nesta semana, e no Canadá. O processo de avaliação da vacina é mais demorado nos EUA, onde as autoridades de saúde fazem uma análise independente dos dados. Em outros países, como no Reino Unido, a análise é feita com base nos dados divulgados pelas farmacêuticas. 

Os EUA prometem vacinar 20 milhões de americanos até o fim de dezembro, o que exige 40 milhões de doses disponíveis. Para isso, o governo conta com a futura autorização da FDA a uma segunda vacina, a produzida pela farmacêutica americana Moderna. A reunião do comitê consultivo da agência americana para avaliar a vacina da Moderna acontecerá no dia 17 de dezembro.

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