Como a oposição venezuelana vê Juan Guaidó

Partidos da MUD tentam se unir para mostrar consenso em torno da liderança do presidente da Assembleia Nacional

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 14h48

Há anos divididas entre suas principais lideranças, a coalizão opositora venezuelana Mesa da Unidade Democrática (MUD) representa diversos partidos, que vão da esquerda moderada à direita mais radical. Essas divisões políticas e ideológicas no entanto ficaram para trás na mais recente estratégia contra o chavismo, focada no reconhecimento internacional do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como líder interino do país. 

Relativamente desconhecido na comparação com os opositores tradicionais, como Henrique Capriles, Maria Corina Machado e Antonio Ledezma, Guaidó ganhou protagonismo com o apoio de Leopoldo López para dirigir a Assembleia Nacional este ano, dentro do acordo feito entre os principais partidos opositores de se revezar na presidência da Casa. 

Pelo menos publicamente, os principais líderes da oposição deixaram de discordar e manifestaram publicamente seu apoio a Guaidó.

O ex-candidato Henri Falcón, que aceitou disputar a eleição do ano passado, disse apoiar Juan Guaidó para encontrar uma solução política para a crise, com suas ações sendo referendadas pela Assembleia Nacional. 

 

O ex-presidente da Assembleia Nacional Henry Ramos Allup, cujo partido também legitimou a eleição do ano passado, disse que falsos opositores e o serviço secreto cubano espalham mentiras para dividir a oposição. "Não há diálogo com o regime usurpador e nossas decisões seguem tomadas por consenso", diz. 

 

O também ex-candidato à presidência Henrique Capriles também demonstrou apoio a Guaidó. "Maduro, você nunca aceitou uma eleição de verdade. Apoio à direção da AN e a Guaidó, presidente a caminho de uma transição que nos devolva a liberdade", escreveu. 

 

Apesar das poucas menções a Guaidó em suas redes sociais, Marina Corina Machado também o apoiou como presidente interino. 

 

O ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, convocou manifestações de apoio a Guaidó em Madri, onde está autoexilado.

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