Ronaldo Schemidt/AFP
Ronaldo Schemidt/AFP

Como atuam os médicos na linha de frente da pandemia em Buenos Aires

Capital concentra 90% das infecções pelo novo coronavírus no país

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2020 | 05h00

A Argentina ultrapassou na sexta-feira, 22, a marca de 10 mil casos confirmados de coronavírus, sendo 718 registrados em um único dia. O número é mais que o dobro do detectado há duas semanas. 

Pelo menos 90% das infecções causadas pela pandemia estão concentradas na cidade de Buenos Aires e sua periferia superlotada, que reúne cerca de 14 milhões de pessoas.  Nos demais distritos do país, os casos relatados são muito baixos ou nulos. 

Os infectologistas atribuem o aumento de casos à chegada do coronavírus nas comunidades carentes da capital argentina, onde vivem quase 350 mil pessoas, sem água corrente e em muitas casas de piso de terra, onde é impossível cumprir o confinamento estabelecido há 65 dias. 

Outro fator, segundo os epidemiologistas, são as medidas de flexibilidade que permitem a abertura controlada de alguns negócios não essenciais. O aumento de infecções também foi registrado em casas de repouso para idosos.

Nessa semana, diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, classificou a América do Sul como “um novo epicentro” da pandemia de covid-19. Ryan destacou que o Brasil é o local mais afetado da região; Peru e Chile também vivem fases críticas da doença. 

 

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