Como esperado, Putin não convida o papa a ir à Rússia

Nenhuma surpresa. O presidente russo, Vladimir Putin, já havia avisado que não convidaria João Paulo II para visitar seu país. "Considero que meu objetivo não é tanto fazer que o papa possa vir à Rússia, mas facilitar a unificação do cristianismo, dando passos oportunos para isso", declarou Putin ao jornal Corriere della Sera, antes de embarcar para Roma. "O cristianismo está na base da cultura européia e da identidade européia", observou o presidente russo, acrescentando que uma aproximação no campo religioso seria importante para a Rússia, porque representaria um passo a mais para a integração de seu país na Europa. Putin referia-se às relações do catolicismo com a Igreja Ortodoxa Russa, cujo patriarca sempre se opôs a uma eventual visita de João Paulo II à Rússia. Em respeito a essa posição, Putin evitou renovar, em sua primeira audiência com o papa, em junho do ano passado, o convite que seus antecessores Mikhail Gorbachev e Boris Yeltsin haviam feito para que ele fosse a seu país. Essa viagem sempre foi um sonho de João Paulo II. Há alguns meses, levantou-se no Vaticano a hipótese de ele pelo menos fazer uma escala na cidade de Karzan, capital do Tatarstan, uma das repúblicas da Federação Russa, se fosse à Mongólia. O projeto, no entanto, foi cancelado, por causa do agravamento do estado de saúde do papa.

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