Chang W. Lee/The New York Times
Chang W. Lee/The New York Times

Como o 11 de setembro mudou os rumos da história

O repórter especial Roberto Godoy comenta os bastidores da redação do 'Estado' na cobertura do ataque às Torres Gêmeas 

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2019 | 11h07

Em 11 de setembro de 2001, terroristas da Al-Qaeda, comandada por Osama bin Laden, lançaram dois aviões contra os dois prédios do World Trade Center, as Torres Gêmeas. O evento mudou os rumos da história, lançando os Estados Unidos em uma guerra contra o terror que dura até hoje.

No dia dos 18 anos do atentado que chocou o mundo, o repórter especial Roberto Godoy comenta os bastidores da redação do Estado na cobertura do ataque às Torres Gêmeas.

Nos 18 anos do maior atentado terrorista da história, relembre algumas imagens impressionantes do dia do atentado.

As consequências do atentado não são apenas geopolíticas. Além dos cerca de 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos no desabamento do World Trade Center, Nova York, milhares de pessoas desenvolveram câncer e outros males graves, sobretudo de pulmão, ligados à nuvem tóxica que planou durante semanas sobre o sul da ilha.

Vítimas do câncer e do 11 de setembro

Richard Fahrer, de 37 anos, trabalhou frequentemente no sul de Manhattan como agrimensor de 2001 a 2003.  Há 18 meses, após sentir dores no estômago, os médicos detectaram um câncer agressivo de cólon, uma doença que costuma afetar homens muito mais velhos, e para o qual não tinha nenhuma predisposição.

Além dos cerca de 3 mil mortos e mais de 6 mil feridos no desabamento do World Trade Center, Nova York ainda não terminou de contar as pessoas doentes de câncer e outros males graves, sobretudo de pulmão, ligados à nuvem tóxica que planou durante semanas sobre o sul da ilha.

As dezenas de milhares de bombeiros, socorristas, médicos ou voluntários mobilizados para o Ground Zero, onde ficavam as Torres, foram os primeiros afetados.

Já em 2011, um estudo publicado na revista científica The Lancet mostrava que essas pessoas enfrentavam riscos maiores de sofrer câncer.

Um censo do WTC Health Program, um programa federal de saúde reservado aos sobreviventes dos atentados, detectou câncer em 10 mil deles. 

Banco dos réus só 20 anos depois

Os envolvidos no ataque ainda não foram julgados. O julgamento dos cinco homens acusados de planejar os ataques de 11 de setembro de 2001, incluindo o autoproclamado cérebro do atentado, Khalid Sheikh Mohammed, está marcado para janeiro de 2021 na base militar americana em Guantánamo, informou jornal  New York Times

O juiz responsável pelo caso, coronel Shane Cohen, estabeleceu a data de 11 de janeiro de 2021 para o início da seleção do júri militar encarregado de julgar os cinco homens que podem ser condenados à pena de morte.

A data aparece em um relatório de cerca de dez páginas que estabelece o calendário dos documentos que devem ser entregues dentro desse prazo, segundo o jornal. Nem o Pentágono nem os advogados das partes confirmaram ainda a informação. 

Os cinco homens, detidos por cerca de 15 anos na base militar dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo, na região sudeste de Cuba, foram acusados há dez anos, mas o processo acabou paralisado pela complexidade do caso.

Uma das dificuldades é que os prisioneiros passaram pelas prisões secretas da CIA, onde algumas pessoas foram submetidas a "extensos procedimentos de interrogatório" - um eufemismo para tortura - usados para fazer as acusações.

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