AP Photo/Juan Karita
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Como os países da América Latina estão lidando com a pandemia do coronavírus

Medidas para conter a disseminação do vírus e pacotes de ajuda econômica são colocados em prática na região; conheça as ações dos governos

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2020 | 05h00

Nessa semana, os países latino-americanos tornaram mais rígidas as medidas para frear a pandemia do novo coronavírus e, em paralelo, colocam em prática planos de ajuda econômica. A região soma até esta terça-feira, 24, 6.460 casos confirmados da Covid-19, com 130 mortos, segundo contagem feita pela AFP a partir dos números oficiais.  

Saiba como cada país está tentando controlar a pandemia:

Argentina:

Confinamento nacional obrigatório até o dia 31 de março. Fronteiras fechadas para estrangeiros e não residentes. Aumento nos subsídios às famílias pobres, aos aposentados e aos desempregados. Ajuda financeira de cerca de US$ 5,3 bilhões às pequenas e médias empresas.

Bolívia:

Quarentena total por 14 dias desde 22 de março. Só podem transitar veículos autorizados pela polícia que transportem funcionários de fábricas e da área da saúde ou jornalistas. Fechamento das fronteiras. As eleições que ocorreriam no dia 3 de maio foram adiadas sem prazo definido.  

Brasil:

Fechamento de fronteiras terrestres. Proibição de acesso a cidadãos de grande parte da Europa e Ásia. Quarentena em São Paulo, com fechamento de restaurantes, bares e outros serviços, exceto os de saúde, segurança, bancos, supermercados, padarias e transporte público. No Rio de Janeiro, está proibido frequentar as praias. Vários Estados suspenderam aulas e eventos públicos, ordenaram o fechamento do comércio e reduziram a capacidade dos transportes. Plano econômico emergencial de R$ 147,3 bilhões nos próximos três meses, principalmente para os setores mais pobres, foi lançado pelo governo federal. 

Chile:

Toque de recolher à noite. Fechamento de fronteiras marítimas, terrestres e aéreas. Cordões sanitários em alguns dos locais mais remotos do mundo: Puerto Williams entrará em quarentena total; aeroportos e portos fechados nas ilhas de Chiloé, Juan Fernández (Robinson Crusoé) e Ilha de Páscoa. O plebiscito sobre a reforma constitucional de abril foi adiado para outubro. Há um programa de emergência econômica de US$ 11 bilhões.   

Colômbia:

Isolamento obrigatório até o dia 13 de abril. Proibição de voos internacionais. Fechamento das fronteiras terrestres, marítimas e fluviais. O programa de ajuda à economia está estimado em US$ 15 bilhões.

Costa Rica:

Fechamento de fronteiras terrestres, aéreas e marítimas. Proibição de entrada de estrangeiros. Suspensão de aulas, shows e acesso aos parques nacionais. Fechamento de bares, discotecas e cassinos. 

Cuba:

Fechamento de fronteiras para não residentes desde a terça-feira 24. Saída progressiva de turistas. Isolamento por 14 dias dos que entrarem no país. Trabalho de forma remota para todos os que puderem trabalhar dessa forma. Suspensão de atividades públicas. As aulas continuam. Haverá exoneração dos impostos ao setor privado que não tiver condições de funcionar.  

Equador:

Toque de recolher com duração de até 13 horas. Fechamento da fronteira (menos para comércio) e suspensão de voos. Restrição dos veículos e confinamento obrigatório. Suspensão das aulas e trabalho presencial. Auxílio de US$ 60 por dois meses para 400 mil famílias de vendedores ambulantes e agricultores e empréstimos de até US$ 2.500, com um período de carência e juros baixos.

El Salvador:

Quarentena obrigatória por 30 dias. Restrição de deslocamento. Fechamento de aeroportos, portos e fronteiras terrestres para as pessoas. Suspensão temporária de pagamento por serviços como água, eletricidade, telefone, internet e cartões de crédito.

Guatemala:

Toque de recolher das 16H às 04H. Parada da produção industrial "não essencial" por uma semana. Fechamento das fronteiras para estrangeiros. Proibição de transporte público. Incentivo ao trabalho remoto. Pedido de expansão orçamentária para US$ 915 milhões como forma de reativar a economia.

Honduras:

Toque de recolher nacional. Plano para o fornecimento de alimentos básicos por 30 dias às famílias mais pobres a partir da quarta-feira 25.

México:

Fechamento da fronteira com os Estados Unidos. Fechamento de museus, teatros, cinemas e zonas arqueológicas.

Nicarágua:

Empresas privadas incentivam que os funcionários não saiam de casa e a Igreja Católica está avaliando fechar suas igrejas por medo de que haja mais infecções do que os relatórios do governo.

Panamá:

Toque de recolher à noite. Fechamento do espaço aéreo e das fronteiras marítimas e terrestres. Proibição de entrada de estrangeiros. Suspensão das aulas. Proibição para grandes eventos.

Peru:

Toque de recolher noturno e restrição de tráfego de veículos durante o dia. Militares controlam cidades. Isolamento doméstico obrigatório. Fechamento de fronteiras para as pessoas. Fechamento das lojas, exceto estabelecimentos do setor de alimentação, farmácias e bancos. Foram definidos 14 dias de confinamento em hotéis para peruanos que retornam em voos humanitários. E estabelecida uma ajuda de cerca de US$ 110 para 13 milhões de cidadãos em situação de pobreza.

República Dominicana:

Toque de recolher noturno, com exceção do pessoal da saúde e funcionários dos setores elétrico, de segurança e da imprensa. Interrupção das atividades comerciais, exceto mercados e farmácias. Fechamento das fronteiras e suspensão dos voos. Proibição da circulação dos ônibus intermunicipais. 

Uruguai:

Quarentena obrigatória de 14 dias para as pessoas que chegam dos países considerados em risco. Suspensão dos voos vindos da Europa. Fechamento das fronteiras terrestres. Proibição de descida de passageiros em cruzeiros.  Suspensão de aulas, shows, missas, cinemas, velórios e casamentos com convidados. Incentivo ao trabalho remoto. 

Adiamento para o pagamento dos impostos. Pacote econômico de cerca de US$ 22 milhões para quem necessita de assistência social.

Venezuela:

Quarentena nacional decretada. Suspensão das atividades de trabalho, distribuição de alimentos, saúde, serviços básicos, comunicações e segurança. Uso obrigatório de máscaras em mercados, farmácias e hospitais. Suspensão das aulas. Suspensão dos voos, exceto de carga. Por seis meses: pagamento de salários a funcionários de pequenas e médias empresas e suspensão dos pagamentos de aluguel de lojas e financiamentos imobiliários. Isenção nos pagamentos em crédito. / AFP

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