Como primeira-dama, Hillary promoveu Nafta, mostram arquivos

A pré-candidata democrata apresidente dos Estados Unidos Hillary Clinton costuma defendera renegociação do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte(Nafta), mas arquivos recém-liberados mostram que no passadoela promoveu sua aprovação. Os Arquivos Nacionais e a biblioteca presidencial Clintondivulgaram conjuntamente mais de 11 mil páginas da agendadiária de Hillary como primeira-dama, entre 1993 e 2001. A divulgação foi uma resposta às críticas de que ela seriapouco transparente, e também permite que sua campanha argumenteque ela acumulou uma experiência valiosa como primeira-dama. Os documentos indicam claramente que Hillary teve poderdurante o governo de Bill Clinton, dirigindo reuniões eencontrando-se com dignitários estrangeiros. O acordo do Nafta, que ampliou o comércio com México eCanadá, foi considerado um grande feito por Bill Clinton em1994, mas hoje em dia muitos norte-americanos acham que otratado provocou a perda de milhares de empregos na indústria.Durante a campanha, tanto Hillary quanto seu rival Barack Obamaprometeram renegociá-lo. Mas os documentos mostram que Hillary o defendia. Em 19 denovembro de 1993, sua agenda prevê um encontro sobre o tema nasala 450 do edifício administrativo vizinho à Casa Branca.Cerca de 120 pessoas deveriam participar, e Hillary faria umbreve pronunciamento. Em sua trivialidade, os documentos trazem à lembrançavários momentos do governo Clinton. Em 26 de janeiro de 1998, por exemplo, quando Bill Clintonnegou ter mantido relações sexuais com a estagiária MonicaLewinsky, Hillary teve um dia agitado, que incluía umamesa-redonda com alunos do Wellesley College, que elafreqüentou. Mais tarde, a primeira-dama foi a Nova York para umevento educacional e passou a noite no hotel Waldorf Astoria. Otempo, naquele dia, segundo a agenda, iria ser "nublado." As agendas mostram também que Hillary rapidamente seenvolveu na frustrada tentativa de reformar o sistema de saúdepública dos EUA. A primeira reunião dela para discutir oassunto aconteceu apenas três dias depois da posse do marido,em 20 de janeiro de 1993.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.